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2,4 milhões de meninas afegãs sem acesso ao ensino secundário desde 2021
Desde o regresso dos talibãs ao poder em 2021, 2,4 milhões de meninas no Afeganistão foram excluídas da educação secundária, segundo a Unesco e a ONU.

Desde que os talibãs assumiram o poder no Afeganistão em 2021, 2,4 milhões de meninas deixaram de ter acesso à educação secundária. Este dado foi citado por várias organizações, incluindo a ONU e a Unesco, que alertam para a gravidade da situação educacional no país.
A Unesco destaca que, caso a proibição vigente de acesso à educação para meninas e mulheres continue, o número pode aumentar para cerca de quatro milhões até 2030. Isto colocaria o Afeganistão na situação única de ser o único país do mundo a impedir o acesso das meninas ao ensino secundário e superior.
De acordo com os dados de 2026, o número de meninas sem acesso à educação secundária ascende a 200.000 a mais do que em 2025, quando eram 2,2 milhões. Este aumento reflete as consequências da restrição imposta pelo regime talibã ao sistema educativo.

A comunidade internacional tem demonstrado preocupação com a situação das meninas no Afeganistão, frequentemente apelando para que o regime dos talibãs reverta sua posição sobre a educação. Observadores internacionais consideram que a proibição terá um impacto duradouro na sociedade afegã.
As restrições ao acesso educacional reforçam o isolamento do Afeganistão na arena global. O regime talibã enfrenta condenação generalizada por parte de governos e organizações que defendem os direitos humanos, mas medidas concretas para mudar a situação ainda não foram implementadas.
Enquanto isso, as meninas afegãs continuam a ser afectadas pela falta de oportunidades e pelo ambiente restritivo que limita seu desenvolvimento educacional e pessoal, marcando uma crise educacional que precisa de atenção e ação decisiva.