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A Guarda Civil apresenta relatório à juíza Tardón sobre crise de Ceuta
A Guarda Civil entregou um relatório à juíza María Tardón sobre os alertas prévios à crise migratória em Ceuta, que ocorreu em julho.

A Guarda Civil apresentou um relatório à juíza da Audiência Nacional María Tardón, no qual se analisa se foi recebida alguma informação sobre a entrada massiva de imigrantes em Ceuta nos dias 30 e 31 de julho. A juíza tinha solicitado respostas específicas sobre este assunto no passado dia 5 de agosto, centrando as suas perguntas nos avisos prévios e no dispositivo de segurança mobilizado na zona.
Segundo fontes da investigação, o relatório inclui referências a avisos do Centro Nacional de Inteligência (CNI) sobre a situação na fronteira. No entanto, o documento, que tem apenas cinco páginas, não identifica possíveis organizadores do assalto nem menciona diretamente Marrocos como fonte da crise migratória.
Além disso, o relatório indica que não foi recebida informação que permitisse antecipar a magnitude da chegada de imigrantes, que se calcula em torno de 80.000 pessoas. A Guarda Civil, na sua resposta à juíza, alinha-se com as versões apresentadas pelo Governo sobre a falta de alertas pertinentes antes do ocorrido.

Por outro lado, o relatório também menciona que foram incluídos avisos de outras instituições, embora não se especifique a sua relevância em relação à crise. A entrega deste documento insere-se no processo de investigação sobre os acontecimentos ocorridos na fronteira de Ceuta durante aquele fim de semana.
A juíza Tardón solicitou informação adicional sobre o dispositivo de segurança e os falecimentos ocorridos durante a crise. A investigação procura esclarecer as circunstâncias que rodearam a entrada massiva de imigrantes em território espanhol.
Este caso gerou um grande interesse público e tem sido objeto de debate político, com diversas opiniões sobre a gestão e a resposta das autoridades perante a migração na zona. A entrega do relatório por parte da Guarda Civil representa mais um passo na investigação sobre os eventos de julho.