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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Ana Peleteiro questiona medidas de congelamento de óvulos na seleção

A atleta espanhola expressa preocupações sobre os possíveis motivos por trás da decisão da RFEF de facilitar o congelamento de óvulos das jogadoras.

Foto de arquivo: Ana Peleteiro questiona medidas de congelamento de óvulos na seleção
Foto de arquivoFoto: filip bossuyt, flickr · Wikimedia Commons · CC BY 2.0

Ana Peleteiro, atleta espanhola, levantou questões sobre a recém-anunciada medida da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), que permitirá que jogadoras da seleção financiem o congelamento de óvulos. Segundo a RFEF, a iniciativa visa possibilitar que as futebolistas não tenham que abdicar da maternidade devido à sua carreira desportiva, e a decisão foi anunciada após a última Nations League.

A RFEF estabeleceu um acordo com uma clínica de fertilidade, permitindo às jogadoras que participaram em convocações recentes da seleção congelarem os seus óvulos. A proposta recebeu apoio de várias vozes dentro do mundo do futebol, que avejam esta medida como uma forma de promover a igualdade e apoiar as mulheres na gestão de suas vidas profissionais e pessoais.

No entanto, Ana Peleteiro expressou preocupações em torno da iniciativa, questionando se essa medida, potencialmente vista como feminista, não poderá ser na verdade uma manifestação de machismo. A atleta alega que o foco em evitar a maternidade pode refletir a pressão que as instituições desportivas exercem sobre as suas jogadoras, levando-as a adiar decisões pessoais importantes em favor da carreira.

Foto de arquivo: Ana Peleteiro questiona medidas de congelamento de óvulos na seleção
Foto de arquivoFoto: Ana Varela · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

A controvérsia em torno desta medida também gerou um debate sobre o papel das federações desportivas na vida pessoal das atletas. Enquanto alguns veem a proposta como um avanço significativo na luta pelas diretos das mulheres, outros argumentam que instaura uma crença de que para ter sucesso no desporto, as atletas devem fazer sacrifícios relativos à maternidade.

A discussão sobre a natureza da iniciativa é relevante, dado que as vozes a favor e contra se manifestam abertamente. Para muitos, propor que as jogadoras congelam os seus óvulos pode ser visto como uma resposta inovadora às exigências da carreira, mas também levanta questões sobre os verdadeiros interesses envolvidos.

A medida, portanto, resulta num dilema: é um progresso no apoio às mulheres atletas ou uma nova forma de pressão para que elas escolham entre a carreira e a maternidade? A frase de Peleteiro, '¿Y si la medida feminista fuera en realidad profundamente machista?', ressoa como um desafio a necessidade de reflexão sobre as implicações a longo prazo de tais políticas.

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