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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Assembleia da Venezuela aprova acordo de petróleo com os EUA

O acordo petrolífero entre os Estados Unidos e a Venezuela foi aprovado pela Assembleia Nacional, levantando diversas questões sobre sua validade e o futuro da produção de petróleo.

Foto de arquivo: Assembleia da Venezuela aprova acordo de petróleo com os EUA
Foto de arquivoFoto: kafka4prez · Wikimedia Commons · CC BY-SA 2.0

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou na terça-feira (1º) um acordo de petróleo com os Estados Unidos. A decisão ocorreu antes da visita marcada do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, a Caracas, prevista para quarta-feira (2).

O pacto, anunciado na última sexta-feira (28), estabelece que a Nabep (North American Blue Energy Partners) terá permissão para explorar 17 campos de petróleo na Venezuela. O acordo prevê concessões de 100 anos para o desenvolvimento dos campos, conforme informação divulgada pela Casa Branca.

Diversos analistas e especialistas levantaram dúvidas sobre a validade legal do tratado, além de incertezas quanto ao impacto econômico para ambos os países. As autoridades americanas, por sua vez, mencionaram que o acordo proporciona segurança energética aos EUA, reduzindo a influência da China e da Rússia na Venezuela.

Foto de arquivo: Assembleia da Venezuela aprova acordo de petróleo com os EUA
Foto de arquivoFoto: Government of Venezuela · Wikimedia Commons · Public domain

As estimativas indicam que o potencial dos 17 campos petrolíferos pode chegar a 65 bilhões de barris, e a geração de riqueza nos próximos 25 anos é avaliada em 209 bilhões de dólares, segundo alguns relatos.

A Casa Branca, em uma ligação com um alto funcionário da administração anterior, argumentou que o acordo, firmado com o governo de Delcy Rodriguez, se baseia em fundamentos legais e no caminho democrático.

O futuro da produção de petróleo na Venezuela e os reais efeitos financeiros do acordo permanecem como questões pendentes, enquanto o cenário político no país continua incerto. A situação será acompanhada de perto nas próximas semanas.