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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Cerca de 14 mil mortes relacionadas com o calor na Alemanha, quase 4.500 em Espanha

Estimativas indicam que a onda de calor deste verão causou severos impactos nas mortes na Alemanha e em Espanha, com as populações mais vulneráveis a serem as mais afetadas.

Foto de arquivo: Cerca de 14 mil mortes relacionadas com o calor na Alemanha, quase 4.500 em Espanha
Foto de arquivoFoto: Photograph by Mike Peel ( www.mikepeel.net ). · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Este verão, cerca de 14.000 mortes na Alemanha foram atribuídas a ondas de calor, conforme relatado pelo Instituto Robert Koch (RKI), a autoridade sanitária alemã. Este número ultrapassa o recorde anterior de 8.900 mortes registadas em 2018, destacando um aumento significativo na mortalidade associada a temperaturas extremas. Os dados mais alarmantes indicam que, apenas entre 22 e 28 de junho, cerca de 9.600 mortes ocorreram devido ao calor, quando temperaturas máximas superaram os 41 graus Celsius.

Os grupos mais afetados na Alemanha foram as pessoas com 75 anos ou mais, conforme indicado pelo relatório semanal do RKI. A combinação de temperaturas elevadas e a vulnerabilidade crescente entre as populações idosas foram fatores críticos nesta crise de saúde pública, agravada por condições meteorológicas adversas.

Em Espanha, foram registadas quase 4.500 mortes associadas ao calor desde o início de junho, de acordo com o Instituto de Saúde Carlos III. Este total representa um dos valores mais altos desde 2022 e coincide com relatos de um verão particularmente seco, o mais seco desde 1961.

Foto de arquivo: Cerca de 14 mil mortes relacionadas com o calor na Alemanha, quase 4.500 em Espanha
Foto de arquivoFoto: RCraig09 · Wikimedia Commons · Public domain

As autoridades meteorológicas em Espanha referem que o mês de julho deste ano foi o mais quente desde 2022, o que contribuiu substancialmente para o aumento das fatalidades. O calor extremo intensifica os efeitos das alterações climáticas, que têm afetado particularmente a Península Ibérica, expondo-se a riscos mais elevados ligados ao clima.

Estes eventos destacam a necessidade urgente de medidas de saúde pública mais eficazes para proteger as faixas etárias mais vulneráveis nas ondas de calor. A situação atual serve como um alerta sobre a capacidade das infraestruturas de saúde e serviços sociais em lidar com crises de calor futuras, especialmente em regiões que enfrentam condições meteorológicas extremas.

O impacto destas ondas de calor levanta questões sobre as respostas adequadas a futuras situações climáticas semelhantes e a resiliência das sociedades na gestão de sua saúde pública durante estes períodos críticos. A divulgação de dados como os do RKI e do Instituto de Saúde Carlos III poderá contribuir para um melhor entendimento e a formulação de estratégias preventivas.