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Cimeira UE-Canadá: Debates sobre estatuto de 'membro associado' complicam negociações
Debates entre Estados-membros sobre o estatuto de 'membro associado' para o Canadá revelam opiniões divergentes e desafios à proposta de Von der Leyen.

Durante a recente cimeira entre a União Europeia e o Canadá em Montreal, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, propôs que o Canadá se tornasse o primeiro 'membro associado' da UE. Contudo, esta ideia encontrou resistência por parte de vários Estados-membros, que levantaram questões sobre a terminologia e a viabilidade do conceito, temendo que isso pudesse ofuscar o conteúdo das discussões.
Os chefes de Estado e de Governo estão divididos quanto à proposta. Enquanto António Costa, presidente do Conselho Europeu, expressou apoio à ideia, defendendo que a associação não precisa necessariamente de ser feita através do termo 'membro associado', outros países, como a Alemanha e a França, mostraram-se céticos e opuseram-se à designação específica.
Von der Leyen, numa tentativa de cimentar a sua proposta, afirmou que a definição de 'membro associado' não tem uma base legal clara, mas caracteriza-a como uma 'associação sem adesão'. A presidente da Comissão Europeia enfatizou que está determinada a avançar com a ideia, desafiando a posição dos Estados-membros.

Entretanto, o primeiro-ministro canadiano Mark Carney também reiterou o interesse do seu país em se estabelecer como 'membro associado' até junho. Carney acredita que uma aliança mais robusta com a Europa beneficiaria ambas as partes e está empenhado em finalizar negociações até a próxima cimeira do Conselho Europeu, programada para esse mês.
No contexto dos debates, observadores notam que a proposta pode criar divisões profundas dentro da UE, uma vez que o conceito de 'membro associado' pode implicar diferentes obrigações e direitos que não são facilmente aceites por todos os membros da união.
O resultado das negociações futuras poderá decidir o rumo das relações entre a UE e o Canadá. Os prazos fixados pelo Canadá e a oposição de algumas potências europeias tornam o processo ainda mais complexo, com os líderes a procurarem um compromisso que mantenha a coesão da união.