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Comissão de inquérito a Luís Neves avança após acordo com Chega
O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, aprovou a comissão de inquérito a Luís Neves, sob condições aceites pelo Chega.

A comissão parlamentar de inquérito proposta pelo partido Chega para investigar Luís Neves, diretor da Polícia Judiciária (PJ), avançará após o acordo com o seu presidente, José Pedro Aguiar-Branco. Aguiar-Branco impôs duas condições ao Chega, que foram aceites pelo partido liderado por André Ventura.
O presidente da Assembleia da República anunciou que apenas nove dos 11 pontos que constam na proposta do Chega serão objeto de investigação. O Chega havia proposto um inquérito abrangente, mas algumas questões foram removidas para viabilizar o avanço do processo.
Segundo relatos, Aguiar-Branco considerou que a maioria dos temas apresentados pelo Chega estavam em condições de integrar o objeto da comissão, mas a introdução das duas condições foi necessária para que a proposta fosse aceita.

O acordo foi confirmado por Ventura, que anunciou que o Chega aceitou as modificações propostas. As discussões em torno da comissão de inquérito ocorreram num contexto de intensa atividade parlamentar.
No Parlamento, a situação também foi marcada por tensões, com o ministro da Educação a acusar o Partido Socialista de ignorar problemas no sistema de ensino, como a falta de professores, o que adicionou um novo elemento ao debate político em curso.
A sequência destes acontecimentos marca um desenvolvimento significativo nas investigações relacionadas com a PJ e o papel de Luís Neves, aguardando-se agora o andamento dos trabalhos da comissão de inquérito.