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quinta-feira, 5 de novembro de 2026

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Coreia do Sul anuncia expansão de operações navais perto do estreito de Ormuz

Seul planeia alargar a zona de ação da sua unidade antipirataria Cheonghae, próxima do estreito de Ormuz, em resposta a pressões dos EUA.

Foto de arquivo: Coreia do Sul anuncia expansão de operações navais perto do estreito de Ormuz
Foto de arquivoFoto: Chinego · Wikimedia Commons · CC0

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul anunciou hoje a intenção de expandir as operações da sua unidade antipirataria Cheonghae para águas mais próximas do estreito de Ormuz. Este plano inclui o envio de aviões de patrulha marítima, uma equipa de desativação de artefatos explosivos, drones de superfície e robôs submarinos, que visam proteger a circulação na via navegável estratégica, sem envolver tropas em operações de combate.

De acordo com várias fontes, a unidade Cheonghae, que tem estado activa desde 2009 ao largo do sultanato de Omã, será expandida para uma área de aproximadamente 650 km a partir do estreito de Ormuz. Este movimento surge em resposta a pressões dos Estados Unidos, que solicitam apoio militar em relação à segurança da região.

As autoridades sul-coreanas confirmaram que a proposta para a expansão da área de operação será submetida ao parlamento. A extensão é vista como uma forma de reforçar a segurança marítima, face ao aumento das tensões no Golfo Pérsico e ao impacto sobre o transporte de petróleo.

Foto de arquivo: Coreia do Sul anuncia expansão de operações navais perto do estreito de Ormuz
Foto de arquivoFoto: Chinego · Wikimedia Commons · CC0

O governo da Coreia do Sul sublinha que a sua missão se concentrará na proteção do comércio marítimo e nas rotas de fornecimento de energia, mantendo uma postura não combativa. Apesar disso, a situação regional complexa levanta preocupações sobre escaladas de conflitos futuros.

Além disso, a Coreia do Sul pretende colaborar com outros aliados, embora tenha reafirmado que não irá enviar tropas para participar diretamente no conflito no Irão. A decisão de expandir a missão nãocombatente é uma resposta estratégica à crescente instabilidade na região.

As ações e a decisão de Seul refletem as exigências da administração norte-americana que, sob pressão, pediu a seus aliados que aumentassem a sua presença militar em face da situação no Irão e das recentes hostilidades no estreito de Ormuz.