Finanças
Crédit Agricole processa Salgado, Morais Pires e Rioforte por mil milhões de euros
O Crédit Agricole e a Predica avançaram com ações judiciais contra figuras do BES, exigindo compensação de mil milhões de euros.

O grupo Crédit Agricole e a seguradora Predica apresentaram ações judiciais na justiça portuguesa, visando Ricardo Salgado, Amílcar Morais Pires e a Rioforte, o braço não financeiro do Grupo Espírito Santo. As ações superam o montante de mil milhões de euros, sendo um reflexo das perdas enfrentadas pelo grupo após a resolução do Banco Espírito Santo (BES) há mais de dez anos.
Estas ações foram registradas em julho de 2023, doze anos após a intervenção da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, que resultou na liquidação do BES e levou a prejuízos significativos para vários dos seus acionistas, com o Crédit Agricole a ser o segundo maior acionista do banco na altura da sua falência.
O Crédit Agricole e a Predica alegam que as suas perdas financeiras estão relacionadas com a administração do BES e as consequências da sua insolvência. A Rioforte, que fazia parte do grupo, é mencionada no contexto das reclamadas, dada a sua ligação com o grupo Espírito Santo.

Ricardo Salgado, antigo presidente do BES, e Amílcar Morais Pires, ex-administrador financeiro, são nomes emblemáticos associados ao colapso do banco, que teve um impacto profundo no sistema financeiro português. Ambos estão agora expostos a processos judiciais que visam compensar as perdas do Crédit Agricole e da Predica.
Esta situação envolve um histórico complexo que remonta à falência do BES e à subsequente reestruturação de ativos do grupo Espírito Santo, cujos desdobramentos têm sido objeto de escrutínio e litígios judiciais ao longo dos anos.
Os processos judiciais são um novo capítulo na longa saga do caso BES, refletindo as dificuldades contínuas enfrentadas por antigos executivos do banco e suas responsabilidades financeiras.