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Demite-se delegado do Governo em Madrid após ficar fora das listas do PSOE
Francisco Martín apresenta a sua demissão depois de não ter sido incluído nas candidaturas socialistas para as eleições gerais de 29 de novembro.

Francisco Martín, delegado do Governo na Comunidade de Madrid desde março de 2023, apresentou a sua demissão este domingo após ficar fora das listas do PSOE para o Congresso e o Senado nas eleições gerais de 29 de novembro. A exclusão do seu nome das candidaturas foi confirmada por múltiplas fontes do círculo do próprio socialista e provocou a sua imediata demissão do cargo.
Martín tinha sido conhecido pelo seu apoio tácito a Enma López durante as primárias do PSOE em Madrid. A sua exclusão das listas surge cinco semanas antes dos escrutínios e gera debate interno no partido sobre o momento e as implicações da sua decisão.
A demissão surpreende uma boa parte do PSOE regional, que a considera uma decisão puramente pessoal motivada pelo desagrado de Martín perante a sua não inclusão nas candidaturas. Dirigentes socialistas reprocharam ao ex-delegado a sua demissão à porta das eleições, assinalando que "não o beneficia nem a ele nem à organização". O ministro dos Transportes, Óscar Puente, confirmou que falou com Martín antes de este tornar pública a sua dimissão e afirmou que o ex-delegado sabe que "em questão de listas, todos estamos sujeitos ao que decide a organização".

A perda do cargo traz consequências adicionais para Martín. Ao não optar a um mandato no Congresso ou Senado, perde a condição de aforado num momento em que formações como Vox anunciaram a apresentação de querelas contra ele, segundo relatos de imprensa. A demissão ocorre também em meio à polémica gerada pelo acampamento em Sol.
O Governo nomeará esta mesma terça-feira um substituto para o cargo de delegado no Conselho de Ministros. Entretanto, o PSOE de Madrid reconhece que a demissão de Martín lhe causa um "prejuízo" e gera preocupação pelos fronts abertos que permanecem na região.
Da Comunidade de Madrid, o Executivo de Díaz Ayuso classificou Francisco Martín Aguirre como "o pior delegado do Governo que a Comunidade de Madrid já teve" e interpreta a sua demissão como um sintoma de que "o sanchismo se desmorona".