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Espanha e Itália enfrentam-se por controlos fronteiriços após conflito em Ceuta
O governo espanhol exige a Itália o levantamento dos controlos fronteiriços devido à crise em Ceuta, enquanto a Itália rejeita o ultimato de Sánchez.

O Governo espanhol exigiu a Itália que normalizasse o acesso aéreo e marítimo a partir de 9 de agosto. Este pedido surge após a reinstauração de controlos fronteiriços pela Itália devido à crise em Ceuta, o que levou Moncloa a apresentar um ultimato. Espanha alerta que, se a Itália não puser fim a estes controlos, será obrigada a adotar "medidas proporcionais" para proteger os seus interesses.
Apesar da pressão da Espanha, o Governo de Giorgia Meloni rejeitou o ultimato. O ministro do Interior italiano, Matteo Piantedosi, indicou que os controlos se manterão pelo menos até 15 de agosto, citando a possibilidade de uma nova onda de chegadas na zona de Ceuta como motivo para a sua decisão.
As tensões entre ambos os países levaram a uma situação de reciprocidade em que a Espanha também decidiu impor controlos fronteiriços aos viajantes provenientes de Itália. Estas medidas implementadas pelo Governo espanhol vão vigorar até 7 de setembro.

O conflito tornou-se um ponto focal, uma vez que ambos os governos adotam medidas que afetam a mobilidade dos cidadãos no espaço Schengen, a zona de livre circulação da UE. A decisão da Itália de fechar temporariamente o espaço Schengen a cidadãos espanhóis foi tomada há uma semana.
A polémica entre Espanha e Itália está a gerar preocupação na União Europeia, uma vez que evidencia as fricções sobre a gestão da crise migratória na região. Os líderes europeus estão a observar a situação de perto, uma vez que isto pode ter implicações mais amplas para o acordo Schengen.
Este vai-e-vem de medidas reflete a complexidade da situação em torno da crise migratória em Ceuta, e a postura firme de ambos os governos sugere que a resolução deste conflito não será imediata. O cumprimento do ultimato por parte da Itália é um dos pontos-chave a acompanhar nos próximos dias.