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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Espanha perde mais de 163.000 empregos em agosto enquanto o desemprego aumenta

O desemprego em agosto situa-se em 2.355.918 pessoas, com um aumento de 44.000 novos desempregados, mas o efeito da regularização de imigrantes atenua a queda da afiliação laboral.

Foto de arquivo: Espanha perde mais de 163.000 empregos em agosto enquanto o desemprego aumenta
Foto de arquivoFoto: Josep Panadero · Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0

Espanha registou uma perda de 163.840 empregos em agosto, o que levou a um aumento do desemprego de 44.419 pessoas, atingindo um total de 2.355.918 desempregados, a cifra mais baixa desde 2007, segundo o El Mundo. Estes dados refletem um mês tradicionalmente mau para o mercado laboral, marcado pelo fim da temporada alta do turismo, que geralmente provoca uma queda na afiliação laboral.

As mudanças no emprego em agosto são influenciadas pela anulação de contratos no setor educativo, conforme se aproxima o final do verão e se renovam esses contratos com o regresso às aulas em setembro. Isso foi assinalado pelo ABC, que sugere que estes fatores contribuíram para a perda de 162.840 empregos durante o mês.

Apesar da queda na afiliação, a regularização em massa de imigrantes deixou um saldo de 337.917 novos afiliados, o que atenuou o impacto negativo no emprego, segundo o relatório do 20minutos. Este processo alterou as estatísticas laborais, incorporando trabalhadores que antes estavam sem declarar.

Foto de arquivo: Espanha perde mais de 163.000 empregos em agosto enquanto o desemprego aumenta
Foto de arquivoFoto: Gobierno de Cholula · Flickr · BY-SA

Yolanda Díaz, ministra do Trabalho, indicou que sem esta regularização, o impacto no mercado laboral teria sido ainda mais severo. O ABC ecoa as suas declarações, ressaltando que a legalização de imigrantes distorceu os dados do emprego, ao incluir novos afiliados e aqueles que se inscreveram nas listas de desemprego após regularizarem a sua situação.

A situação laboral em agosto é agravada anualmente pelo término de numerosos contratos relacionados com o turismo e a educação, o que tende a refletir um arrefecimento do mercado laboral durante este mês. Apesar da perda de empregos, o contraste com os números de emprego de anos anteriores mostra que a diminuição foi mais moderada do que nos últimos cinco anos, segundo o 20minutos.

Este complexo panorama no emprego continua a ser objeto de análise por parte de diversos especialistas e meios de comunicação, que observam como a dinâmica do mercado laboral pode estar a mudar devido a fatores tanto sazonais como estruturais. As consequências completas destas tendências continuarão a ser avaliadas nos próximos meses.