Economia
Fesap defende aumento do salário mínimo para 1.050 euros em 2027
A Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) propõe que o salário mínimo na função pública suba para 1.050 euros e que o subsídio de refeição seja aumentado para 10 euros.

A Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) apresentou as suas reivindicações para o Orçamento do Estado de 2027 (OE2027), destacando a necessidade de um aumento do salário mínimo nacional para 1.050 euros. O secretário-geral da Fesap, José Abraão, sublinhou que, mesmo que o salário mínimo subisse para 1.030 euros, este seria considerado insuficiente face às atuais necessidades dos trabalhadores.
Além do aumento do salário mínimo, a Fesap também defende que o subsídio de refeição na função pública seja elevado para 10 euros. Esta proposta destina-se a melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida dos funcionários públicos, segundo o secretário-geral da Fesap.
A proposta de aumento do salário mínimo para 1.050 euros representa um valor superior ao que foi acordado em um entendimento plurianual assinado no início deste ano. Esta diferença tem gerado discussões sobre a necessidade de uma revisão mais abrangente das condições salariais no sector público.
Em declarações anteriores, o secretário-geral da Fesap já tinha enfatizado que um salário mínimo de 1.030 euros seria considerado curto e inadequado, apontando para a crescente pressão sobre os trabalhadores para fazerem face ao custo de vida atual.
A Fesap continua a mobilizar apoio em torno das suas reivindicações, defendendo uma revisão do salário base na função pública que vá além das expectativas inicialmente definidas. A proposta de 1.050 euros para 2027 é vista como uma tentativa de alinhar os salários com a realidade económica.
As propostas apresentadas pela Fesap serão analisadas no contexto do debate orçamental, onde diversas vozes do sector público continuarão a exigir melhores condições salariais e a revisão de subsídios, reiterando assim a necessidade de um apoio mais robusto para os trabalhadores.