Mundo
Flávio Bolsonaro denuncia perseguição política e questiona eleições desde os Estados Unidos
O ex-candidato presidencial Flávio Bolsonaro reapareceu nos EUA e afirmou ser vítima de perseguição política após perder para Lula da Silva.

Flávio Bolsonaro, ex-candidato presidencial pelo Partido Liberal do Brasil, reapareceu nos Estados Unidos e afirmou que a sua saída do país foi motivada por uma perseguição política. Segundo Bolsonaro, não perdeu o segundo turno contra o presidente Lula da Silva, mas foi derrotado pelo "sistema". Em suas declarações, também sugeriu a possibilidade de novas eleições antes de 2030.
A sua saída do Brasil ocorreu em segredo e tem sido objeto de investigações em curso relacionadas a acusações de lavagem de dinheiro. Ao chegar a Miami, o senador questionou a legitimidade dos resultados da recente eleição, que classificou como "matematicamente impossíveis".
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou que o governo norte-americano tenha facilitado a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, embora tenha confirmado que o ex-candidato presidencial já tinha um visto que permitia sua entrada no país. Rubio precisou que este visto foi autorizado anteriormente pela administração de Donald Trump.

Em resposta às alegações de Bolsonaro, Rubio afirmou que o governo não participou dos preparativos da sua viagem e sublinhou que Trump apenas tomou a decisão de permitir sua entrada nos Estados Unidos.
Entretanto, Bolsonaro encontra-se sob o escrutínio de dois tribunais que investigam suas ações antes da sua partida. A situação levou o governo brasileiro a convocar a sua encarregada de negócios em Washington para abordar a situação com os EUA.
Essas declarações de Bolsonaro e as clarificações de Rubio geraram um debate sobre a interação entre o Brasil e os Estados Unidos no contexto da política brasileira e das acusações em curso contra o ex-candidato.