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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Hezbollah no Líbano rejeita acordo com Israel e recusa-se a render-se

Naïm Qassem, líder do Hezbollah, reafirmou a oposição ao acordo com Israel, considerando-o ilegítimo e humilhante, numa recente declaração.

Foto de arquivo: Hezbollah no Líbano rejeita acordo com Israel e recusa-se a render-se
Foto de arquivoFoto: Franco el estudiante · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Naïm Qassem, líder do Hezbollah no Líbano, reiterou na sexta-feira que o movimento rejeita o acordo-quadro celebrado entre o Líbano e Israel. Qassem afirmou que a organização, que sofreu com a instabilidade de duas guerras com as forças israelitas, não irá render-se.

Durante um discurso transmitido pela estação de televisão Al-Manar, Qassem classificou o acordo de junho como 'ilegítimo e humilhante', manifestando um apelo para que a população trabalhe para derrubá-lo. Ele expressou que o grupo se opõe fortemente ao acordo, considerando-o uma violação dos direitos do povo libanês.

Além disso, Qassem recusou publicamente as zonas piloto e a comissão de verificação associadas ao acordo. Isso sublinha a resistência contínua do Hezbollah em aceitar qualquer entendimento que considerem prejudicial aos interesses do Líbano e de sua própria agenda.

Foto de arquivo: Hezbollah no Líbano rejeita acordo com Israel e recusa-se a render-se
Foto de arquivoFoto: Mary P Madigan · Flickr · BY

A região sul do Líbano, conforme reportado, tem enfrentado uma intensificação de combates, com mais de mil projéteis disparados nos últimos sete dias. Este aumento da atividade militar ocorre em um contexto de crescente tensão entre o Hezbollah e as autoridades israelitas.

O Hezbollah, apoiado pelo Irão, tem enfrentado desafios significativos desde as suas guerras anteriores com Israel, mas reafirma a sua determinação em não aceitar os termos propostos no acordo. A retórica do movimento sugere uma continuidade de confrontos e um ambiente volátil na região.

A oposição ao acordo-quadro e a insistência do Hezbollah em não se render destacam uma situação complexa no Líbano, onde questões de legitimidade e direitos continuam a ser fontes de conflito entre diferentes partes envolvidas.