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IL pede audição do ministro das Finanças no Parlamento sobre a REN
A Iniciativa Liberal solicitou a presença do ministro das Finanças para discutir a entrada do Estado em grandes investimentos, nomeadamente na REN, alertando para riscos aos contribuintes.

A Iniciativa Liberal (IL) apresentou um requerimento no Parlamento para ouvir o ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, sobre a aquisição de uma participação de 13,7% do Estado no capital da REN (Redes Energéticas Nacionais). Este pedido surge na sequência do anúncio feito pelo primeiro-ministro, que defende a reentrada do Estado na empresa.
O partido, liderado por Mariana Leitão, expressou preocupações relativas à operação, afirmando que esta pode resultar no "sacrifício de dinheiro dos contribuintes de forma irrefletida". A IL questiona a estratégia do Governo em relação à energia e ao impacto financeiro para os cidadãos.
Para a Iniciativa Liberal, uma das questões mais problemáticas é a estratégia adotada pelo Governo para reduzir o preço da energia, que, segundo a IL, pode ter efeitos negativos no mercado. Os liberais alertaram para a possibilidade de uma descida das ações da REN após o anúncio da reentrada estatal.

A IL argumenta que a intervenção do Estado na REN deve ser cuidadosamente analisada, uma vez que pode ter consequências significativas para a economia e para os consumidores. O partido sustenta que a gestão pública deste tipo de ativos deve ser transparente e responsável, protegendo assim o interesse público.
Além do pedido de audição ao ministro, a IL também criticou a forma como a operação está a ser conduzida, destacando a necessidade de um debate mais profundo sobre a política energética do país. Os liberais afirmaram que as decisões tomadas atualmente devem levar em conta a sustentabilidade financeira a longo prazo.
O requerimento da IL para ouvir Joaquim Miranda Sarmento aguarda agora a resposta do Parlamento, que terá que deliberar sobre a sua realização. Tanto a IL como outros grupos políticos, poderão debater os impactos desta decisão numa futura reunião no âmbito de comissões de fiabilidade financeira.