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Inquéritos indicam vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula no Brasil
Os inquéritos recentes mostram Flávio Bolsonaro à frente de Lula por dois pontos na segunda volta eleitoral.

As eleições no Brasil estão a aproximar-se da sua segunda volta, programada para 25 de outubro. No último inquérito realizado pela consultora Quaest, Flávio Bolsonaro posiciona-se com 46 por cento de intenção de voto, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva obteria 44 por cento, dando ao candidato liberal uma vantagem de dois pontos, de acordo com os dados publicados na quarta-feira.
Além disso, segundo um inquérito da Datafolha, Flávio Bolsonaro também ultrapassa Lula com 51 por cento contra 49 por cento, embora esta diferença indique um empate técnico a apenas dez dias da eleição. Outros inquéritos de La Nación e El Universal reportam números semelhantes, com Bolsonaro a registar 47 e Lula 45 por cento, reforçando a estreita margem entre os candidatos.
O panorama eleitoral levou a que vários ex-presidentes da América Latina e de Espanha expressassem apoio a Bolsonaro, solicitando também transparência durante o processo eleitoral. No total, onze ex-mandatários assinaram uma declaração a apoiar o candidato do Partido Liberal, destacando a importância dos princípios democráticos e um apelo para garantir a transparência na votação.

Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, previu uma 'era dourada para a América Latina' se o seu irmão vencer a presidência, sugerindo que a região experimentará um auge económico. Esta declaração foi feita no contexto de uma mudança em direção a lideranças mais conservadoras na região, promovida por relações estreitas com figuras políticas como Donald Trump.
No âmbito dos meios de comunicação, Flávio Bolsonaro tem programada uma entrevista na Globo TV, onde se apresentará ao público como parte da sua campanha nos dias que antecedem a eleição. Os meios de comunicação estão a cobrir de perto estes eventos, assinalando que este tipo de aparições públicas é crucial nesta fase final do processo eleitoral.
Com a disputa eleitoral tão acirrada, as projeções sobre como o resultado pode influenciar as relações financeiras da Argentina, especialmente com investimentos ligados ao Brasil, continuam a gerar interesse na região.