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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

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Panorama

Irão nega ataque com mísseis aos EAU e alerta os estados do Golfo

Após um suposto ataque com mísseis aos Emirados Árabes Unidos, o Irão rejeitou as acusações e advertiu os estados do Golfo contra o apoio aos EUA.

Irão nega ataque com mísseis aos EAU e alerta os estados do Golfo
Foto: ccnull.de Bilddatenbank · Openverse · BY

Na terça-feira à noite, os Emirados Árabes Unidos relataram um ataque com mísseis, supostamente originado no Irão, pela primeira vez em meses. Teerão rejeitou estas alegações como totalmente infundadas, segundo o Tagesspiegel. Em reação às acusações, os Emirados estão a tomar consequências, embora a natureza exata destas não tenha sido especificada.

O STANDARD relatou que qualquer apoio que os estados do Golfo possam conceder aos EUA seria considerado como uma participação nas operações militares. Esta advertência surgiu em meio a crescentes preocupações sobre os preços do petróleo, geradas pelo suposto ataque com mísseis. Muitos temem que as incertezas na região possam colocar em risco as entregas de petróleo do Golfo Pérsico.

O exército iraniano advertiu os estados do Golfo de forma clara, afirmando que qualquer forma de apoio às forças armadas americanas teria a mesma relevância que uma participação direta nas operações dos Estados Unidos. De acordo com a agência de notícias Mehr, o chefe do estado-maior, Ali Abdollahi, expressou isso na quarta-feira.

As tensões entre o Irão e os estados do Golfo estão ligadas à guerra do Irão, que, segundo relatos, começou a 28 de fevereiro com ataques dos EUA e de Israel ao Irão. Teerão respondeu com ataques, incluindo a alvos das forças dos EUA na região.

Nas últimas semanas, houve várias preocupações sobre a situação militar no Golfo Pérsico, que poderá ter impactos na estabilidade do mercado internacional de petróleo. As relações entre o Irão e os estados do Golfo estão marcadas por crescentes tensões, o que também afeta a segurança geopolítica na região.

Finalmente, a situação permanece tensa, e as reações dos estados envolvidos, bem como possíveis desenvolvimentos futuros, estão a ser aguardadas. A cobertura do incidente continuará a ser acompanhada, à medida que as relações internacionais na região se tornam cada vez mais complexas.

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