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sábado, 3 de outubro de 2026

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Israel rejeita trégua de 14 dias em Gaza e plano dos EUA

O gabinete israelita decidiu não aceitar uma trégua de 14 dias em Gaza, nem um plano proposto pelos Estados Unidos para o desarmamento do Hamas.

Foto de arquivo: Israel rejeita trégua de 14 dias em Gaza e plano dos EUA
Foto de arquivoFoto: G20 Argentina · Flickr · BY

O gabinete do Governo de Israel expressou a sua oposição a um cessar-fogo de 14 dias na Faixa de Gaza, apesar da pressão exercida pelos Estados Unidos para parar os ataques e facilitar um plano de desarmamento do Hamas. A cadeia pública israelita Kan noticiou que os ministros se reuniram para discutir esta questão, num contexto de crescente tensão na região.

Além de rejeitar a trégua, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também desconsiderou um plano de 15 pontos proposto pelos Estados Unidos, que visa a desmobilização do Hamas em troca da retirada das tropas israelitas. Netanyahu, durante uma reunião de gabinete, afirmou que o país apenas considerará uma saída após um desarmamento genuíno por parte do Hamas.

Netanyahu assinalou que as condições estipuladas no documento americano são inaceitáveis e que Israel deve opor-se a elas. Este tornou-se um tema controverso nas relações entre Israel e os seus aliados americanos, à medida que se procura uma solução duradoura.

Foto de arquivo: Israel rejeita trégua de 14 dias em Gaza e plano dos EUA
Foto de arquivoFoto: Michael.C.Wright · Wikimedia Commons · CC0

Nas últimas semanas, o conflito em Gaza intensificou o debate sobre a necessidade de um cessar-fogo e de uma estratégia eficaz contra o Hamas. A oposição à trégua de duas semanas é também vista como um reflexo da postura firme de Israel sobre a segurança na região.

A posição de Israel é clara: qualquer acordo deve incluir antes o desarmamento do Hamas, algo que o grupo militante rejeitou em várias ocasiões. Este desacordo levou a uma situação de impasse nas negociações sobre o futuro de Gaza.

Entretanto, a comunidade internacional continua a observar de perto os desenvolvimentos na região, devido à preocupação com o impacto humanitário do conflito, bem como a possibilidade de um ciclo prolongado de violência se não forem alcançados acordos.