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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

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Israel vai a votos entre Netanyahu e Eisenkot

Os israelitas elegem 120 deputados ao Parlamento pela primeira vez desde o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, numa disputa entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o antigo chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot.

Foto de arquivo: Israel vai a votos entre Netanyahu e Eisenkot
Foto de arquivoFoto: Office of the Governor of Massachusetts · Wikimedia Commons · Public domain

Esta terça-feira marca uma votação decisiva para Israel. Os eleitores são chamados às urnas para escolher os 120 membros do Knesset, num escrutínio que decorre pela primeira vez desde o ataque do Hamas a 7 de outubro de 2023. A disputa pelo poder joga-se principalmente entre Netanyahu e Eisenkot.

Gadi Eisenkot é antigo chefe do Estado-Maior do Exército Israelita que passou quatro décadas na instituição militar. Segundo a SAPO 24, é pai de um filho que morreu em Gaza. Eisenkot entrou na política como líder do partido Yashar! e apresenta-se como adversário de Netanyahu na corrida ao cargo de primeiro-ministro.

Eisenkot afirma que Israel não aguenta mais quatro anos como os últimos. As suas prioridades políticas incluem uma investigação sobre as falhas de segurança de 7 de outubro, mudanças no serviço militar e uma nova estratégia para Gaza, de acordo com o material. Porém, não apresenta uma posição inequívoca sobre a criação de um Estado palestiniano.

Foto de arquivo: Israel vai a votos entre Netanyahu e Eisenkot
Foto de arquivoFoto: Rossbif · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

A campanha eleitoral intensificou-se nos últimos dias. Na noite de domingo, milhares de israelitas participaram nos últimos comícios dos partidos, segundo a RTP. Esta mobilização ocorre num contexto de tensões políticas sobre a condução dos assuntos de Estado.

A votação de terça-feira representa o momento em que os israelitas podem optar entre diferentes visões para o país. A disputa entre Netanyahu e Eisenkot centra-se na governação e nas respostas aos eventos de 7 de outubro. O resultado do escrutínio determinará a composição do próximo Parlamento e a eventual formação de novo governo.

À entrada das urnas, os israelitas confrontam-se com escolhas sobre a segurança, a estratégia militar e a política interna. A eleição ocorre num contexto marcado pelas consequências do ataque do Hamas e pela necessidade de definir novas direções políticas para o país.

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