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Juíza dos Estados Unidos anula suspensão de vistos imposta por Trump a 75 países
Uma juíza federal anulou a suspensão de vistos que afetava 75 países, incluindo a Colômbia e o Brasil, marcando uma nova viragem na política migratória.

Uma juíza federal em Nova Iorque, Jeannette Vargas, anulou a 21 de janeiro a suspensão dos trâmites de visto para a residência permanente nos Estados Unidos, impostas pela administração de Donald Trump a 75 países. Esta medida tinha impedido que cidadãos de países como a Colômbia, o Brasil e o Uruguai pudessem solicitar os vistos necessários para residir permanentemente no país.
A decisão da juíza Vargas é vista como um golpe na agenda anti-imigratória do ex-presidente Trump. Segundo relatos, a política tinha sido alvo de críticas por limitar a emissão de vistos a pessoas que poderiam ter um "alto risco de depender da assistência social".
No seu acórdão, Vargas argumentou que a política de suspensão era "contrária à lei" e que excedia a "autoridade legal" do secretário de Estado, um comentário que alude aos limites legais nas decisões de imigração por parte do governo dos Estados Unidos.

O caso gerou atenção nacional, uma vez que afetava uma ampla gama de cidadãos de diversas nacionalidades que solicitavam residências permanentes. Desde a sua implementação, a suspensão tinha sido questionada por diferentes setores, incluindo organizações de direitos humanos e grupos de imigrantes.
A anulação desta suspensão ocorre num contexto de crescente debate sobre as políticas de imigração nos Estados Unidos. A juíza Vargas, ao decidir sobre este caso, reafirmou a importância de seguir os procedimentos legais estabelecidos no país para a obtenção de vistos e a regulação da imigração.
Além da Colômbia e do Brasil, outros países afetados por esta suspensão incluem a Rússia e o Irão. A decisão da juíza pode influenciar futuras políticas e ações legais no âmbito da imigração, embora os detalhes sobre como se procederá a partir daqui ainda não estejam claros.