Ir para o conteúdo

tagblick

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Pesquisar

Mundo

Justiça brasileira proíbe Meta de coletar conteúdos de imprensa para treinar IA

A Justiça de São Paulo decidiu proibir a Meta de recolher conteúdos de veículos de comunicação para treinar suas inteligências artificiais.

Justiça brasileira proíbe Meta de coletar conteúdos de imprensa para treinar IA
Foto: jornalismoamb · Flickr · BY-SA

A Justiça de São Paulo proibiu, nesta terça-feira (3), a Meta, empresa-mãe do Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads, de usar robôs para coletar reportagens, fotos, vídeos e outros conteúdos dos veículos de imprensa vinculados a três associações do setor. Esta decisão é considerada uma vitória para as organizações de mídia que criticaram as condições impostas pela empresa.

Segundo informações, a decisão foi tomada após uma ação movida por associações de imprensa que alegaram que a Meta estava exigindo a cedência gratuita de conteúdos, o que contraria os interesses dos meios de comunicação. A Justiça estabeleceu uma injunção que impede a implementação dessas condições, que estavam programadas para entrar em vigor a partir do dia 20 de novembro.

A medida foi amplamente noticiada e representada como um passo significativo num contexto em que outras jurisdições também enfrentam questões similares relacionadas ao uso de conteúdos protegidos por direitos autorais para o treinamento de modelos de inteligência artificial.

Justiça brasileira proíbe Meta de coletar conteúdos de imprensa para treinar IA
Foto: Senado Federal · Flickr · BY

A decisão da Justiça brasileira é notória por ser uma das primeiras no mundo a favorecer a posição de uma coalizão de mídias contra as exigências da Meta quanto ao uso de conteúdos de imprensa. O tribunal reconheceu o impacto que a coleta indiscriminada de informações poderia ter sobre o setor de mídia.

Representantes das associações de imprensa celebraram a decisão, alegando que ela demonstra a necessidade de proteger os direitos autorais e a integridade dos conteúdos jornalísticos. Também foi destacado o papel fundamental da Justiça em regular as relações entre grandes empresas tecnológicas e os organismos de comunicação tradicionais.

Espera-se que esta decisão tenha repercussão nas discussões sobre a regulamentação do uso de conteúdos digitais e a proteção dos direitos dos criadores de conteúdo em um mundo cada vez mais dominado por tecnologias emergentes.