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Luís Neves acusa ex-secretário-geral de difamação e avança com queixa-crime
O ministro da Administração Interna apresentou uma queixa-crime contra Ricardo Carrilho por declarações caluniosas após a sua exoneração.

Luís Neves, ministro da Administração Interna, anunciou que vai apresentar uma queixa-crime contra o ex-secretário-geral da Administração Interna, Ricardo Carrilho. Esta ação surge na sequência de acusações feitas por Carrilho, que alegou ter sofrido 'pressões ilegítimas' e denúncias sobre uma 'interferência política asfixiante'. Neves reagiu a estas afirmações, classificando-as de 'grotescas falsidades' e de conteúdo 'calunioso e difamatório'.
A exoneração de Carrilho ocorreu recentemente, e este descreveu a decisão como sendo um 'ato de retaliação'. As tensões entre ambos aumentaram após Carrilho acusar Neves de sugerir a empresa Construbarcelos para a realização de obras a cargo do ministério, um ponto que Neves não confirmou.
Durante a posse do novo secretário-geral do MAI, Parreira da Silva, este prestou juramento de lealdade ao ministro Neves. Em resposta, Neves teceu considerações sobre quem possui o perfil adequado para a direção do Estado, direcionando implicitamente os seus comentários a Carrilho.

As declarações de Carrilho, segundo a imprensa, incluíam afirmações que Neves considera infundadas. O Ministério da Administração Interna não detalhou quais as futuras etapas previstas no âmbito legal após a queixa-crime ser formalizada.
A situação entre Neves e Carrilho coloca em evidência divisões internas no ministério e questões sobre a sua liderança e gestão. A exoneração e a queixa-crime reflectem as tensões que podem existir em ambientes governamentais.
Os desdobramentos deste caso ainda não são claros e podem influenciar dinâmicas futuras no governo, aguardando-se agora a resposta formal a esta queixa por parte de Carrilho.