Panorama
Marcha lenta de camiões contra aumento de combustíveis junta 400 veículos
Empresários do setor de terraplanagens organizam marcha lenta na sexta-feira para protestar contra o aumento dos preços dos combustíveis, com mais de 400 camiões a percorrerem autoestradas entre Paredes e Coimbra.

Na próxima sexta-feira, empresários do setor das terraplanagens organizarão uma marcha lenta em protesto contra o aumento dos combustíveis. O evento pretende reunir mais de 400 camiões, iniciando-se às 07h30 e percorrendo autoestradas como a A42, A41 e A1, ligando Paredes a Coimbra.
A marcha lenta foi anunciada como uma forma de exigir "respostas concretas" das autoridades sobre os preços elevados dos combustíveis. Segundo informações divulgadas, a participação poderá incluir mais de 100 empresas, todas ligadas ao setor de terraplanagens, cada uma contribuindo com veículos pesados para o protesto.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) estará presente com um dispositivo policial "especialmente direcionado" para monitorar o evento. A corporação preparou-se para adotar as medidas que considerem necessárias durante a marcha, assegurando a segurança dos manifestantes e da via pública.
O percurso da marcha inclui a passagem por várias autoestradas, e a GNR tem preparado um plano de contingência para garantir que o trânsito não seja severamente afetado, enquanto mantém o fluxo de veículos sob controlo.
Embora se espere que a marcha cause alguns atrasos no tráfego, as autoridades planejam minimizar o impacto nas demais vias, conforme avançou a GNR. O objetivo é conciliar o direito à manifestação com a necessidade de manter a circulação fluida para outros condutores.
Este protesto surge num contexto de crescente descontentamento entre os empresários do setor, que se sentem pressionados pelos custos de operação devido ao aumento dos preços dos combustíveis. A marcha lenta destaca a preocupação com a sustentabilidade financeira do setor de transportes e terraplanagens.