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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Milhares manifestam-se contra Netanyahu em Tel Aviv dias antes das eleições

Grandes multidões reuniram-se em Tel Aviv para protestar contra o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu horas antes das eleições legislativas de terça-feira.

Foto de arquivo: Milhares manifestam-se contra Netanyahu em Tel Aviv dias antes das eleições
Foto de arquivoFoto: Jeanne Menjoulet from Paris, France · Wikimedia Commons · CC BY 2.0

Milhares de pessoas concentraram-se em Tel Aviv contra Netanyahu dias antes das eleições gerais de Israel. O protesto foi organizado pelo Conselho de Outubro, um grupo fundado por famílias de vítimas e reféns capturados por militantes palestinianos. De acordo com múltiplas fontes, a manifestação representou um último ato de oposição pré-eleitoral ao primeiro-ministro e ao seu governo.

O Conselho de Outubro exigiu responsabilização pelas falhas na prevenção do ataque do Hamas. Figuras da oposição juntaram-se aos manifestantes na exigência de uma investigação independente aos acontecimentos de 7 de outubro. As eleições, que decorrem na terça-feira, marcam o primeiro escrutínio parlamentar de Israel desde os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023.

A campanha desenrolou-se num contexto de incerteza política. De acordo com as sondagens mais recentes publicadas antes da entrada em vigor de um período de silêncio, na noite de sexta-feira, nenhum dos dois principais blocos políticos parecia estar posicionado para obter a maioria dos assentos no parlamento israelita, sugerindo uma disputa muito cerrada.

Foto de arquivo: Milhares manifestam-se contra Netanyahu em Tel Aviv dias antes das eleições
Foto de arquivoFoto: Brendenmrogers · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

O rival de Benjamin Netanyahu, Gadi Eisenkot, realizou o seu comício de campanha final no domingo, enquanto os candidatos faziam os seus apelos finais aos eleitores. As eleições foram amplamente caracterizadas como um referendo sobre a liderança de Netanyahu e a sua capacidade de manter o poder.

No domingo, Netanyahu negou relatos de um confronto com o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, sobre uma operação militar proposta. De acordo com o Canal 12, Zamir tinha solicitado uma discussão pormenorizada e autorização legal assinada por líderes políticos antes de executar instruções, embora a estação não tenha divulgado a natureza da operação.

Enquanto isto, o ex-primeiro-ministro Ehud Olmert pediu a remoção de Netanyahu, criticando as suas políticas e defendendo uma renovada solução de dois estados através de negociações com os palestinianos. Olmert, falando no podcast 'Arab Views', salientou que o ataque de 7 de outubro evidenciou falhas na abordagem de Netanyahu em matéria de segurança e paz.