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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Finanças

Ministro da Educação admite falta de professores para os próximos anos

Fernando Alexandre reconhece a continuidade da falta de professores no país, especialmente no primeiro ciclo, com 2.620 horários por preencher.

Ministro da Educação admite falta de professores para os próximos anos
Foto: Cpers-Sindicato · Flickr · BY-SA

O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, afirmou que o país enfrentará uma falta estrutural de professores nos próximos anos. Este reconhecimento foi feito durante uma declaração em que mencionou que existem atualmente 2.620 horários não preenchidos nas escolas.

Fernando Alexandre destacou que o problema é particularmente grave no primeiro ciclo de ensino. Para mitigar a situação, o ministro apontou como soluções a implementação de horas extraordinárias e a necessidade de formação adicional para os professores existentes.

Em termos de investimento, foi reportado que o Estado gastou 20 milhões de euros em horas extraordinárias de professores no ano de 2026, o que reflete o esforço por parte da administração para abordar a situação de carência de docentes.

Ministro da Educação admite falta de professores para os próximos anos
Foto: Cpers-Sindicato · Flickr · BY-SA

O ministro sublinhou que a situação não se resolverá rapidamente e que a falta de professores deverá persistir durante algum tempo. A gestão desta falta é uma prioridade para o governo, dada a impactante realidade nas salas de aula.

Além disso, Fernando Alexandre mencionou que a formação contínua dos professores é um dos pilares para tentar colmatar a carência de docentes. O governo está a considerar a formação como uma resposta necessária para enfrentar as dificuldades atuais.

A necessidade de encontrar soluções adequadas para a educação em Portugal permanece em debate, enquanto as escolas continuam sem professores suficientes para assegurar a qualidade do ensino. A situação exige uma abordagem a longo prazo para evitar que o problema se agrave.