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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Moção de censura do Chega será votada na terça-feira

O PS anunciou que irá abster-se na votação da moção de censura ao Governo proposta pelo Chega, cujo resultado parece estar assegurado.

Foto de arquivo: Moção de censura do Chega será votada na terça-feira
Foto de arquivoFoto: Esquerda.Net Flickr · Wikimedia Commons · CC BY-SA 2.0

A moção de censura apresentada pelo partido Chega será votada na terça-feira, dia em que se espera que a sua rejeição seja garantida. Para que a moção fosse aprovada, seria necessário que 116 deputados votassem a favor, no entanto, o Partido Socialista (PS) já anunciou que irá votar contra ou optar pela abstenção. Esta posição do PS impossibilita a aprovação da moção.

Na véspera da votação, o líder do Chega, André Ventura, manifestou a intenção de manter um diálogo com o Governo, mesmo após a apresentação da moção de censura. Ventura afirmou que o partido irá continuar a discutir questões fundamentais com o Executivo, como a segurança e a justiça, apesar de uma rutura com o ministro da Administração Interna, Luís Neves.

O PS, por sua vez, decidiu abster-se na moção de censura, uma manobra que, segundo o líder socialista José Luís Carneiro, visa evitar uma crise política. Carneiro acredita que esta posição permite que o PS mantenha a sua margem de manobra para a oposição.

Foto de arquivo: Moção de censura do Chega será votada na terça-feira
Foto de arquivoFoto: Michel Temer - Fotos livres, com o crédito. · Flickr · BY

O debate da moção de censura ocorre após a audição de Luís Neves pelos deputados, no contexto de uma audição regimental. As decisões do PS e a continuidade do diálogo por parte do Chega indicam a complexidade das relações políticas em curso.

Os comentários de Ventura ocorrem no momento em que o Chega está a tentar se afirmar como uma força política relevante, enquanto o PS opta por uma estratégia de evitar confrontos diretos que possam comprometer a sua posição no parlamento.

A apresentação da moção e a decisão do PS não só revelam a dinâmica atual na Assembleia da República como sublinham também as dificuldades enfrentadas pelo Chega em conseguir apoio suficiente para as suas iniciativas.