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Montenegro apela a fim do "masoquismo coletivo" na ONU
O primeiro-ministro português pediu nas Nações Unidas uma reflexão sobre o preço do petróleo e o apoio a medidas para conter a escalada dos combustíveis.

O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, abordou a escalada dos preços dos combustíveis durante o seu discurso na 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em Nova Iorque. Montenegro apelou ao fim do que descreveu como "masoquismo coletivo", que segundo ele tem contribuído para o aumento dos preços dos combustíveis a nível global.
Montenegro destacou a necessidade de uma reflexão sobre o mecanismo de formação do preço internacional do petróleo, sugerindo que medidas devem ser implementadas para mitigar esta crise. O primeiro-ministro argumentou que a atual situação é insustentável e pediu ações que abordem a escalada vertiginosa dos preços.
Durante o discurso, o primeiro-ministro também expressou preocupações sobre a crise energética, chamando-a de "sem sentido" e enfatizando a urgência de encontrar soluções. Esta situação, segundo Montenegro, afeta não apenas a economia de Portugal, mas também a de outros países.
Além da questão dos combustíveis, o primeiro-ministro reiterou o apoio total de Portugal à Ucrânia, uma posição que tem sido uma constante nas suas intervenções internacionais. Este apoio reforça a postura do governo português em relação à situação na Ucrânia.

As declarações de Montenegro foram amplamente noticiadas em vários meios de comunicação, sendo que não só o ECO mas também o Observador e a RTP destacaram seus apelos e preocupações. A repetição dos temas sugere uma preocupação ampla e coesa acerca do tema da energia.
O discurso de Montenegro ocorre num contexto global onde os preços do petróleo e dos combustíveis têm estado em ascensão, levantando debates sobre a sua contribuição para as dificuldades económicas que muitos países enfrentam. O apelo do primeiro-ministro reflete, portanto, uma chamada à ação conjunta em nível internacional para abordar essas questões.
Migrar para um futuro mais sustentável e acesso mais justo aos recursos energéticos é um desafio que muitos líderes internacionais têm enfrentado, e a intervenção de Montenegro na ONU coloca Portugal como parte ativa dessa discussão.