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Najib Razak passa a prisão domiciliária após pagamento de multa
O ex-primeiro-ministro malaio Najib Razak passou a prisão domiciliária após o Umno ter pago uma multa de RM50 milhões, em meio a complexidades jurídicas em curso.

O ex-primeiro-ministro malaio Najib Razak iniciou a prisão domiciliária após o pagamento de uma multa de RM50 milhões, que foi efetuado pelo seu partido Umno. O pagamento foi concluído a 6 de novembro, permitindo a Najib deixar a Prisão de Kajang, onde estava a cumprir sentença relacionada com acusações de corrupção, em particular relacionadas com o escândalo 1MDB.
O Tribunal Superior de Kuala Lumpur emitiu uma ordem para a prisão domiciliária de Najib após o pagamento da multa. Relatórios indicam que o pagamento foi estruturado como parte de um fundo de solidariedade criado para Najib. Este desenvolvimento segue um perdão real concedido pelo rei Sultan Ibrahim Iskandar em setembro, permitindo que Najib cumpra o resto da sua pena em casa até agosto de 2028.
Apesar da transição para a prisão domiciliária, existem questões jurídicas não resolvidas relacionadas com as condições do seu perdão. O Departamento do Procurador-Geral (AGC) sugeriu que a implementação da prisão domiciliária de Najib seja temporariamente adiada, afirmando que envolve questões legais complexas que requerem mais esclarecimentos.

Em resposta à libertação de Najib para prisão domiciliária, o Ministro dos Transportes, Anthony Loke, anunciou a sua demissão. Ele já havia prometido renunciar caso Najib fosse libertado da prisão e afirmou a sua decisão após a transição de Najib para a prisão domiciliária.
Rosmah Mansor, esposa de Najib, negou qualquer conhecimento sobre os arranjos relativos ao pagamento de RM50 milhões destinado a facilitar a transição do seu marido para a prisão domiciliária. Ela declarou que os relatórios da mídia costumam conter imprecisões.
Analistas jurídicos e figuras políticas estão agora a monitorizar a situação de perto enquanto Najib cumpre a sua pena em casa. As complexidades em torno do seu estado jurídico e as implicações do perdão real continuam a suscitar discussões entre especialistas jurídicos e o público.