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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Nobel de Medicina de 2026 atribuído a investigadores da optogenética

Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel foram premiados pelo seu trabalho que revolucionou a investigação cerebral, anunciou a Fundação Nobel em Estocolmo.

Nobel de Medicina de 2026 atribuído a investigadores da optogenética
Foto: Emanuel Lima Oliveira e Inês Barreiros · Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0

O Prémio Nobel de Medicina de 2026 foi atribuído a Karl Deisseroth, um investigador americano, e aos alemães Peter Hegemann e Georg Nagel. O anúncio foi feito na segunda-feira, 5 de outubro, pela Fundação do Prémio Nobel em Estocolmo, Suécia.

Os três cientistas foram reconhecidos pelas suas descobertas no campo da optogenética, uma técnica que combina luz, genética e bioengenharia. Esta abordagem permite estudar como determinados circuitos neuronais contribuem para funções cerebrais complexas, como a aprendizagem, o medo e o comportamento.

Karl Deisseroth, de 54 anos, é um psiquiatra e neurocientista. Ele tem um histórico de mais de duas décadas a investigar o funcionamento do cérebro, com um enfoque especial na forma como as células nervosas reagem à luz. Já Peter Hegemann, de 71 anos, e Georg Nagel, de 73 anos, também focaram a sua pesquisa em como a luz pode influenciar as funções neuronais.

Nobel de Medicina de 2026 atribuído a investigadores da optogenética
Foto: Yarmo Mackenbach · Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0

As suas contribuições têm sido consideradas cruciais para a compreensão de processos neurológicos, como o movimento e as emoções, sendo que a optogenética poderá ter aplicações significativas na investigação de doenças como o Parkinson e a epilepsia, como mencionado em várias reportagens.

O Karolinska Institutet, que faz parte do processo de seleção dos prémios Nobel, detalhou que as inovações destes investigadores representaram um avanço fundamental no estudo do cérebro e no tratamento de várias condições psicológicas e psiquiátricas.

Este prémio abre novas possibilidades para a exploração da neurociência e destaca a importância da pesquisa interdisciplinar, envolvendo áreas como a bioengenharia e a biologia celular. O reconhecimento dos investigadores sublinha não só a relevância das descobertas, mas também o impacto potencial que estas têm no futuro da medicina.