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sábado, 3 de outubro de 2026

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Operação Carbono Oculto atinge executivo do Banco Genial em nova fase

A terceira fase da Operação Carbono Oculto foca em suposta lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Genial e o setor de combustíveis, com mandados em sete estados.

Foto de arquivo: Operação Carbono Oculto atinge executivo do Banco Genial em nova fase
Foto de arquivoFoto: Texto e fotos: Ascom Crea/BA · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Na manhã de quinta-feira, 24 de setembro, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal iniciaram a terceira fase da Operação Carbono Oculto. A operação visa aprofundar a investigação sobre alegações de lavagem de dinheiro relacionadas a crimes organizados no setor de combustíveis, com mandados de busca e apreensão sendo cumpridos em sete estados do Brasil.

Entre os alvos da operação está o executivo Humberto Arthur Tupinambá Neto, que atua no Banco Genial. A investigação sugere que o banco poderia ter sido utilizado para encobrir atos de lavagem de dinheiro, dando a aparência de transações legítimas a recursos envolvidos em práticas ilícitas.

O foco da Operação Carbono Oculto expande-se na tentativa de identificar múltiplas camadas de atividades financeiras que podem estar atreladas ao crime organizado, especificamente ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação acompanha denúncias de que o banco simularia empréstimos como parte de um esquema mais amplo ligado a organizações criminosas.

Fontes relatam que, além de Tupinambá, outros indivíduos ligados ao Banco Genial e ao grupo Master também são investigados, embora detalhes adicionais sobre os outros alvos não tenham sido divulgados. A operação é vista como uma continuação do esforço das autoridades para desmantelar redes ilícitas que operam sob a fachada de empresas legítimas.

A fase atual da operação deve ampliar a análise de estruturas empresariais que potencialmente facilitam a lavagem de dinheiro, com o intuito de identificar e interromper os fluxos financeiros ilícitos. As autoridades estão concentradas em desvendar a conexão entre as práticas empresariais e as atividades do crime organizado.

Com base nas informações disponíveis, a ação do Gaeco e da Receita Federal evidencia um esforço contínuo para coibir a infiltração do crime na economia formal, além de lançar luz sobre a suposta utilização dos serviços financeiros como um meio de encobrimento para atividades ilícitas.

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