Mundo
Países Baixos condenam sanções americanas contra o Tribunal Penal Internacional
O governo neerlandês rejeita as sanções dos EUA contra funcionários do TPI e continua a trabalhar para atenuá-las.

Os Estados Unidos impuseram sanções contra os principais responsáveis do Tribunal Penal Internacional (TPI). O secretário de Estado Marco Rubio declarou que estas medidas fazem parte da missão americana de proteger os seus cidadãos do que ele chama de 'tribunal de fachada'.
O governo neerlandês expressou a sua desaprovação em relação às novas sanções que os EUA impuseram a dois funcionários do TPI. A Ministra Berendsen enfatizou que os Países Baixos, como país anfitrião do tribunal em Haia, têm uma responsabilidade especial e rejeitam estas sanções 'naturalmente'.
Segundo Berendsen, os Países Baixos tentaram, nos últimos meses, nos bastidores, atenuar o impacto dessas sanções sobre os envolvidos. Ele afirma que os Países Baixos estão ativamente envolvidos em consultas diplomáticas, na tentativa de melhorar a situação para os afetados.

Berendsen falou pessoalmente sobre esta questão com os seus colegas americanos há algumas semanas, expressando a sua preocupação em relação às sanções. A relação com os EUA continua a ser importante, mas os Países Baixos também valorizam a independência do TPI.
As sanções são resultado do processo judicial que o TPI moveu contra militares americanos relativamente à guerra no Afeganistão. Os EUA afirmam que o TPI está a ultrapassar o seu mandato e acusam o tribunal de parcialidade.
Esta situação sublinha as tensões entre os EUA e o TPI, enquanto os Países Baixos continuam a enfatizar o seu papel como país anfitrião do tribunal. O governo neerlandês continua a trabalhar em prol dos interesses tanto do TPI como dos funcionários que estão sob pressão devido às medidas americanas.