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Panamá declara estado de emergência nacional devido ao fenómeno El Niño
O Governo do Panamá declarou estado de emergência nacional para enfrentar o fenómeno climático El Niño, que provoca secas e chuvas extremas em várias regiões.

O Governo do Panamá declarou na terça-feira um estado de emergência nacional em resposta aos efeitos do fenómeno climático El Niño. A decisão foi aprovada pelo Conselho de Gabinete com o objetivo de reforçar a resposta institucional às condições climáticas adversas, que incluem tanto chuvas excessivas em algumas áreas quanto secas em outras.
As autoridades panamenhas preveem que a situação de déficit de precipitações poderá se prolongar até março de 2027. Este período de seca afeta não apenas a agricultura, mas também o Canal do Panamá, que já anunciou redução no tráfego de navios de 36 para 34 transits por dia, a partir de 3 de setembro.
Além de Panamá, o El Salvador também está a sofrer consequências severas. O país impôs um nível máximo de alerta, devido à seca que tem afetado as colheitas. A Proteção Civil salvadorenha informou que perdas significativas estão previstas, com uma expectativa de redução de 20% na primeira colheita de cereais.

Os efeitos de El Niño têm sido notados em toda a América Central, uma região que enfrenta um “corredor seco”, onde as condições climáticas extremas exigem medidas administrativas excepcionais. As respostas a esta crise climática variam entre os países afetados, mas a urgência das ações é uma constante.
A declaração do estado de emergência no Panamá coincide com uma tentativa de gerenciamento da situação junto a instituições locais e internacionais, que podem oferecer suporte logístico e financeiro. O país prepara-se para implementar medidas que visem mitigar os efeitos destas condições climáticas adversas sobre a população e a economia.
A situação no Panamá e em El Salvador destaca a necessidade de uma abordagem coordenada na gestão de desastres naturais na região, uma vez que fenómenos como El Niño têm impacto significativo nos recursos hídricos e na produção agrícola, essenciais para a subsistência de muitas comunidades. O Governo do Panamá, assim como outras autoridades regionais, continua a monitorar a evolução da situação.