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Parlamento assume função de assistente em caso de assalto ao gabinete de Ventura
O Parlamento português constituiu-se como assistente no processo judicial relacionado com o alegado assalto ao gabinete do líder do Chega, que é investigado por vários crimes.

Hoje, o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, anunciou que o Parlamento se constituiu como assistente no processo judicial sobre o alegado assalto ao gabinete do líder do Chega, André Ventura. Esta decisão foi comunicada aos líderes parlamentares e é um passo em direção a uma intervenção processual mais ativa da Assembleia da República, conforme justificado pelo desenvolvimento da investigação e pelas diligências já realizadas.
O advogado designado para representar o Parlamento neste processo será José António Barreiros, que irá atuar em regime “pro bono”. A intervenção do Parlamento se baseia no entendimento de que as circunstâncias atuais do caso requerem um acompanhamento mais próximo e ativo das ações judiciais.
O processo judicial investiga alegações de crimes de furto qualificado, dano e introdução em lugar vedado. Estas acusações surgiram após a ocorrência do assalto, cuja natureza e detalhes ainda estão a ser apurados pelas autoridades competentes.

André Ventura reagiu à decisão do Parlamento, expressando que a constituição como assistente é uma medida que deveria ter sido tomada há algum tempo, sugerindo que veio tarde. O seu comentário reflete a necessidade de um acompanhamento ativo e de suporte ao processo em investigação.
Esta nova fase no caso implica que o Parlamento terá uma voz ativa no desenvolvimento da investigação. A posição de assistente permitirá que o Parlamento tenha acesso a informações e possa intervir de forma direta nos procedimentos legais associados ao caso.
Ao consolidar-se como assistente, o Parlamento pretende assegurar que seja feita justiça e que os direitos envolvidos sejam devidamente respeitados durante o curso do processo judicial. Esta ação reafirma o compromisso da Assembleia com a integridade dos espaços públicos e a proteção contra atos de vandalismo e crime.