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Partido de Flávio reconhece derrota de Lula após rejeição inicial do resultado
O senador Flávio Bolsonaro recusou-se a aceitar a sua derrota nas eleições presidenciais brasileiras, mas o seu partido reconheceu a vitória de Lula menos de 24 horas depois.

Nas eleições realizadas no domingo 25 de outubro, Lula (PT) foi reeleito presidente da República com 64.256.232 votos válidos, equivalentes a 51,8% do total. O seu concorrente, Flávio Bolsonaro (PL), recebeu 59.826.041 votos, correspondentes a 48,2% dos votos válidos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.
Logo após a divulgação dos resultados, Flávio Bolsonaro afirmou que era "impossível aceitar" o resultado das eleições e qualificou a decisão do Supremo Tribunal Federal de prorrogar em duas horas o horário de votação como "sacanagem". O senador anunciou a intenção de pedir a anulação do pleito, alegando a extensão do horário de votação como motivo.
Entidades do governo de Donald Trump pediram esclarecimentos a aliados de Flávio Bolsonaro sobre se o senador reconheceria o resultado das urnas, tendo alguns membros da administração norte-americana suspendido a publicação de comunicados de parabéns à população brasileira pela eleição enquanto aguardavam resposta.

Menos de 24 horas após anunciar a ação judicial, Flávio Bolsonaro foi convencido a desistir do pedido de anulação da eleição. O senador passou a preparar uma ação distinta contra Lula por alegado abuso de poder. No mesmo período, um membro da coordenação da campanha de Lula, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, descreveu a recusa de Flávio Bolsonaro em reconhecer o resultado como "pirotecnia".
Na segunda-feira 26 de outubro, o PL reconheceu formalmente a vitória de Lula, um dia após o seu candidato afirmar que havia ocorrido "sacanagem" nas eleições. Com o reconhecimento, encerrou-se a rejeição inicial do resultado pelo partido.
Flávio Bolsonaro declarou que liderará a oposição perante o novo governo de Lula. Este desenvolvimento encerrou um período de menos de 24 horas durante o qual o senador se recusou publicamente a reconhecer o resultado das urnas.