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Presidente da SIRESP assegura escrutínio permanente da rede de comunicações
O general Paulo Viegas Nunes, ouvido na comissão de inquérito, garante que a SIRESP realiza relatórios mensais sobre a qualidade da rede de comunicações de emergência.

O presidente da SIRESP, general Paulo Viegas Nunes, foi ouvido esta terça-feira na Comissão Parlamentar de Inquérito ao negócio dos incêndios. Durante a sua intervenção, Nunes abordou questões relacionadas com a transparência e a supervisão das operações da empresa, afirmando que há um 'escrutínio permanente' da rede de comunicações de emergência.
Nunes destacou que a SIRESP elabora relatórios mensais que são enviados à Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI). Estes documentos visam avaliar a qualidade da rede, permitindo monitorizar de forma constante o seu desempenho e funcionamento.
Em resposta a críticas sobre a eficácia da SIRESP, o presidente rejeitou a afirmação de que a rede esteja 'sempre a falhar', assegurando que a infraestrutura está a funcionar adequadamente. Segundo Nunes, 'a condição normal da rede SIRESP' é de operação eficaz e contínua.

O general também se manifestou sobre a necessidade de um ambiente menos conflituoso a respeito da gestão do sistema de comunicações, lamentando um 'ambiente de telenovela' em torno dos debates sobre a SIRESP. Ele reiterou a importância de uma avaliação correta da situação e das operações da empresa.
Além disso, Nunes garantiu que a SIRESP mantém 'máxima cooperação' com a SGMAI, visando a transparência nas atividades e na utilização de verbas. Ele desmentiu alegações de um salário elevado, afirmando ter optado por uma remuneração de origem.
A audição no Parlamento ocorre após a demissão de Ricardo Carrilho, que até então ocupava um cargo na empresa, e pode servir para esclarecer as controvérsias em torno da SIRESP e o seu funcionamento em momentos críticos como incêndios.