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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Presidente interino da Venezuela anuncia acordo energético de 25 anos com os EUA

O acordo abrange 17 campos de petróleo, com produção prevista de 1,5 milhões de barris por dia e trará à Venezuela receitas de 209 bilhões de dólares.

Presidente interino da Venezuela anuncia acordo energético de 25 anos com os EUA
Foto: Venezuelan Government · Wikimedia Commons · Public domain

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou que o novo acordo energético com os Estados Unidos terá uma duração de 25 anos. O pacto envolve a exploração de 17 campos petrolíferos e está projetado para gerar uma produção de 1,5 milhões de barris por dia, resultando em uma receita estimada de 209 bilhões de dólares para Caracas.

Rodríguez destacou a importância de manter a soberania do país sobre seus recursos naturais, afirmando que a Venezuela preservará o controle sobre o petróleo, apesar das operações americanas. "O poder de decisão continua em Caracas", disse ela em um discurso televisionado.

De acordo com o acordo, 19 dólares de cada barril de petróleo vendido para os Estados Unidos serão direcionados para o governo venezuelano. Este aspecto do contrato foi enfatizado por Rodríguez como uma confirmação da soberania do país na gestão de seus recursos.

Foto de arquivo: Presidente interino da Venezuela anuncia acordo energético de 25 anos com os EUA
Foto de arquivoFoto: Official White House Photo by Molly Riley. · Wikimedia Commons · Public domain

A afirmação de que a Venezuela mantém a propriedade e a soberania sobre suas reservas foi recebida em meio a críticas e preocupações sobre a influência americana na indústria petrolífera nacional. Observadores das relações internacionais expressaram diferentes opiniões sobre o potencial impacto deste pacto para a economia venezuelana e a sua política interna.

Nos últimos dias, as discussões sobre a abertura da indústria petrolífera venezuelana a investidores estrangeiros incrementaram, envolvendo diversas partes interessadas, e o governo parece querer neutralizar quaisquer percepções negativas de perda de controle.

O argumento de Rodríguez, que visa acalmar as tensões sobre a questão da soberania, sugere um esforço do governo para destacar que o acordo não comprometerá a gestão nacional do petróleo, que continua a ser uma questão delicada na agenda política da Venezuela.

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