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sábado, 17 de outubro de 2026

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Pressão bipartidária contra acordo de diesel de Trump com a Rússia

Senadores dos EUA de ambos os partidos instam o presidente Trump a reverter seu acordo de fornecimento de diesel com a Rússia, citando preocupações legais e críticas generalizadas.

Foto de arquivo: Pressão bipartidária contra acordo de diesel de Trump com a Rússia
Foto de arquivoFoto: U.S. Representative Kathleen Rice, a member of the House Homeland Security Committee · Wikimedia Commons · Public domain

No domingo, um grupo de senadores bipartidários dos EUA, incluindo quatro republicanos e três democratas, apelou ao presidente Donald Trump para reverter seu acordo de fornecimento de diesel com a Rússia. Eles argumentam que o acordo contraria a lei dos EUA, que proíbe importações de energia da Rússia a menos que o país cesse a sua agressão contra a Ucrânia. Esta posição legal decorre de legislação promulgada em 2022, destinada a impedir o apoio financeiro dos EUA à guerra liderada pelo presidente russo Vladimir Putin.

A crítica vai além do Congresso, uma vez que o chanceler alemão Friedrich Merz observou que o acordo está 'fora de questão' tanto para a Alemanha como para a União Europeia. Esta posição reflete a apreensão europeia em relação a quaisquer acordos que possam permitir as ações militares contínuas da Rússia na Ucrânia.

Em meio ao aumento dos preços do diesel nos EUA, o presidente Trump defendeu o acordo, afirmando que foi uma escolha necessária para aliviar os custos para os americanos. Ele enfrentou uma forte reação, incluindo a condenação do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, que descreveu a decisão como uma 'decisão fraca' que acabaria por enriquecer os esforços militares da Rússia.

Foto de arquivo: Pressão bipartidária contra acordo de diesel de Trump com a Rússia
Foto de arquivoFoto: United States Senate and Congress · Wikimedia Commons · Public domain

O alvoroço político é caracterizado por um descontentamento notável dentro do próprio partido de Trump, com alguns senadores republicanos destacando preocupações legais sobre o acordo. Relatos indicam que esta exibição incomum de dissidência por parte dos legisladores republicanos trouxe um novo escrutínio à abordagem da administração em relação à Rússia, em meio ao conflito em curso na Ucrânia.

Além disso, o vice-primeiro-ministro russo Alexander Novak anunciou que as exportações de diesel da Rússia podem em breve ultrapassar as quantidades mencionadas no acordo de Trump, projetando um retorno aos níveis de exportação pré-crise de cerca de 3,0 a 3,5 milhões de toneladas métricas mensais até o final do ano. Esses desenvolvimentos levantam questões sobre as potenciais implicações para a política externa dos EUA e os mercados de energia.

Este cenário sublinha uma interação complexa entre as dinâmicas políticas internas dos EUA e as relações internacionais, à medida que os legisladores navegam pelas ramificações legais e éticas de se envolver com a Rússia enquanto suas ações militares continuam na Ucrânia. As visões contrastantes dos senadores dos EUA e dos líderes europeus refletem preocupações mais amplas sobre as consequências geopolíticas das transações energéticas com a Rússia.