Saúde
Pronto-socorro: aumentam acessos e faltam médicos durante o verão
Durante o verão, regista-se um aumento de 15% nos acessos ao pronto-socorro e faltam 7 mil médicos, segundo os sindicatos.

Segundo os sindicatos, os acessos ao pronto-socorro durante o verão aumentam 15%, complicando ainda mais a situação já crítica do setor. As estruturas de saúde enfrentam problemas estruturais, agravados pelas ausências por férias, com apenas 30% do pessoal disponível.
As férias de verão dos médicos resultam numa escassez significativa de pessoal, forçando os hospitais a recorrer à contratação de médicos a recibo verde, aposentados e a conceder férias aos membros do pessoal ativo. Isto contribui para um aumento da pressão sobre as estruturas de saúde, já sobrecarregadas por uma carga de trabalho significativa.
Enfermeiros e médicos são obrigados a abdicar dos seus períodos de descanso, tendo de trabalhar em turnos duplos para cobrir as necessidades dos utentes. A falta de um número suficiente de camas agrava esta crise, com pacientes a aguardarem até 72 horas por uma internamento.
A situação também se reflete nas condições de trabalho dos enfermeiros, que enfrentam turnos prolongados e cargas de trabalho elevadas, sem a possibilidade de descanso adequado, enquanto gerem um número crescente de pacientes, impossibilitados de satisfazer a demanda de assistência de forma eficaz.
Os sindicatos continuam a alertar, destacando que a falta de médicos e as carências estruturais representam um obstáculo significativo para garantir uma assistência de qualidade durante os meses de verão. A situação exige intervenções urgentes a nível nacional para melhorar as condições de trabalho e aumentar o efetivo.