Ir para o conteúdo

tagblick

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Pesquisar

Mundo

Tendas de protesto regressam ao Rossio e Porto em defesa do direito à habitação

Manifestantes em Lisboa e Porto voltam a montar tendas, destacando a luta pelo direito à habitação após uma decisão judicial favorável.

Foto de arquivo: Tendas de protesto regressam ao Rossio e Porto em defesa do direito à habitação
Foto de arquivoFoto: BlitzkriegBoop · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Os manifestantes têm demonstrado a sua luta pelo direito à habitação ao montarem tendas no Rossio, em Lisboa, e em várias localidades no Porto. Esta ação foi aprovada durante assembleias populares dos movimentos Acampada de Lisboa e Acampada do Porto, que delinearam o plano de retorno às ruas na terça-feira.

A decisão de regressar às ruas surge após uma recente decisão judicial que permitiu que uma manifestante permanecesse na praça até o dia 24 de novembro. Os participantes estão determinados a utilizar as tendas como forma de protesto contínuo contra os desafios da habitação nas duas cidades.

De acordo com relatos, os manifestantes em Lisboa começaram a montar as tendas pelas 23:30, indicando uma intenção clara de passar a noite no local. O mesmo se espera no Porto, onde também há atividades de protesto a decorrer.

Foto de arquivo: Tendas de protesto regressam ao Rossio e Porto em defesa do direito à habitação
Foto de arquivoFoto: Carquinyol · Flickr · BY-SA

Renata Cambra, uma das manifestantes, fez questão de que a sua tenda simbólica estivesse montada no Rossio, reforçando a presença manifesta dos ativistas. Os organizadores sublinharam a importância deste gesto na continuação da luta pelos direitos habitacionais no país.

Os protestos têm gerado diversas reações na sociedade e na política, com alguns cidadãos a expressarem apoio à causa, enquanto outros manifestam preocupações sobre a ocupação dos espaços públicos. Esta polarização reflete a ampla gama de opiniões sobre as questões habitacionais em Portugal.

A continuidade dos protestos é esperada, com os organizadores a planearem um calendário de ações que pretende manter a visibilidade do tema, na esperança de que novas vozes se juntem à luta pelo direito à habitação. O próximo desenvolvimento será acompanhado de perto pelas autoridades e pelos cidadãos.