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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

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Trump anuncia trégua energética entre Rússia e Ucrânia, Kiev pede garantias

O presidente norte-americano Donald Trump afirma que Ucrânia e Rússia concordaram em não atacar as suas infraestruturas energéticas, mas a reação de Kiev sugere ceticismo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a Ucrânia e a Rússia chegaram a um acordo para não atacar as respectivas infraestruturas energéticas. Esta comunicação foi feita através da sua conta na rede social Truth Social, onde também ligou as atuais tensões energéticas à guerra em curso entre os dois países.

No entanto, a reação do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky foi cautelosa. Zelensky afirmou estar disposto a aceitar uma trégua, desde que a Rússia demonstre vontade de respeitar o acordo. Ele expressou dúvidas sobre a verdadeira intenção de Moscovo em manter o que foi proposto.

Segundo Trump, o consenso prevê que ambas as partes cessem os ataques às suas infraestruturas energéticas, um passo que o presidente norte-americano considera necessário em resposta ao aumento dos preços internacionais do gasóleo. Sobre este tema, Trump afirmou que o conflito em curso é a principal causa da situação atual do mercado energético, não a atribuindo a fatores externos como o Irão.

Em resposta ao anúncio de Trump, o governo ucraniano negou ter recebido confirmação de um acordo de paz ou truque. Fontes em Kiev indicaram que não estavam a par de qualquer acordo oficial e que a atividade militar contra os alvos energéticos russos continuava.

Ao mesmo tempo, o porta-voz do Kremlin comentou que a proposta de trégua expressa por Trump foi considerada uma 'boa ideia', mas enfatizou que qualquer acordo formal exigiria discussão e verificação adicionais.

Enquanto a situação continua a desenvolver-se, os relatórios indicam que as operações militares de ambas as partes não foram interrompidas, criando assim um cenário de incertezas quanto à viabilidade de uma verdadeira cessação dos combates. Resta saber como as duas partes responderão a esta proposta e que garantias poderão ser fornecidas para assegurar o respeito pelos acordos.