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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Trump e Macron em conflito sobre distúrbios em França durante campanha eleitoral americana

O Presidente dos EUA Donald Trump enfrentou críticas do Presidente francês Emmanuel Macron por utilizar protestos violentos em França como argumento político antes das eleições intercalares americanas.

Foto de arquivo: Trump e Macron em conflito sobre distúrbios em França durante campanha eleitoral americana
Foto de arquivoFoto: Stephen Edmonds · Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0

Num comício de campanha no Kansas na segunda-feira, Trump advertiu que os Estados Unidos enfrentavam a perspectiva de distúrbios semelhantes aos ocorridos em França caso os seus opositores políticos vencesse as próximas eleições. Trump invocou imagens de edifícios em chamas e motins para argumentar contra os seus rivais, aproveitando a violência nas ruas que havia irrrompido em França.

Os aliados republicanos de Trump atribuíram os distúrbios franceses à imigração, segundo múltiplas fontes. O Presidente americano sugeriu que os opositores democratas pretendiam trazer o mesmo caos para a América, utilizando os distúrbios franceses como um aviso na sua mensagem de campanha antes da votação intercalar.

O Presidente francês Emmanuel Macron respondeu com críticas durante uma visita ao Qatar, acusando Trump e outros líderes estrangeiros de fazerem "comentários estúpidos" sobre os distúrbios em França para ganho político. Macron afirmou que havia "manipulação de informação" após os motins e descreveu tais comentários como "inaceitáveis". Embora não tenha nomeado Trump diretamente de início, Macron confirmou quando questionado que as suas observações se aplicavam ao Presidente americano, entre outros.

Foto de arquivo: Trump e Macron em conflito sobre distúrbios em França durante campanha eleitoral americana
Foto de arquivoFoto: Montclair Film · Wikimedia Commons · CC BY 2.0

Os Democratas rejeitaram a interpretação republicana dos acontecimentos franceses. Argumentaram que atribuir os distúrbios à imigração era uma caracterização errada das causas e circunstâncias reais em França.

Macron anunciou também que França proibiria manifestações "ilegítimas" nos dias seguintes enquanto as autoridades procuravam conter a violência. Afirmou que protestos não autorizados seriam proibidos enquanto sindicatos e grupos reconhecidos seriam orientados para locais alternativos de protesto. As restrições deveriam aplicar-se em partes de grandes cidades incluindo Paris, Lyon, Lille e Grenoble.

De acordo com um relatório, a aprovação de Trump tinha caído para 31 por cento segundo uma sondagem Reuters/Ipsos, enquanto os mercados financeiros mostravam sinais de tensão com a rentabilidade das obrigações governamentais de 10 anos da França a atingir uma máxima de 24 anos. Os distúrbios tinham a sua origem em protestos estudantis que se alargaram a manifestações contra a elevação do custo de vida.