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Trump equaciona relocar zona de imprensa da Casa Branca em meio a tensões com media
O presidente norte-americano sugeriu deslocar o corpo de imprensa para um local diferente enquanto persiste o atrito entre a sua administração e os jornalistas.

Donald Trump levantou a possibilidade de realocar a zona de imprensa da Casa Branca para o que caracterizou como uma localização "menos desagradável". A proposta surge em meio às tensões contínuas entre Trump e meios de comunicação, que ele acusou repetidamente de cobertura tendenciosa da sua administração.
A ideia de uma realocação do corpo de imprensa parece fazer parte dos planos mais amplos de Trump para renovações na Casa Branca. A sugestão gerou troça de figuras políticas, incluindo o antigo presidente Bill Clinton, que comparou o relançamento proposto à "casa de banho de Liberace". Ao fazer campanha pelos Democratas no Ohio, o antigo presidente Barack Obama fez uma crítica à administração Trump, afirmando que "Saddam Hussein abriu uma Cheesecake Factory", caracterizando a administração como "definida por incompetência" sem paralelo nos tempos modernos.
Entretanto, a diretora de comunicações da Casa Branca Steven Cheung sugeriu jocosamente a rapper Nicki Minaj como potencial nova porta-voz de imprensa depois de ela ter acompanhado Trump a bordo do Air Force One durante uma deslocação a Michigan. Minaj, que expressou apoio a Trump num comício no estado, disse-lhe no palco: "Vou continuar a apoiar-vos para sempre e sempre. Se concorrerem novamente, vou apoiar-vos de novo."

As restrições sugeridas à imprensa provocaram desafios legais. Seis cidadãos norte-americanos, descritos como constituindo jornalistas, educadores e ativistas, apresentaram uma ação judicial federal contra Trump no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova Iorque, argumentando que medidas que restringem o acesso de jornalistas violam os direitos da Primeira Emenda. Os autores sustentam que exclusões seletivas comprometem a integridade da cobertura governamental.
A ação judicial surge apesar de uma ordem judicial, de acordo com a cobertura do caso. O caso aguarda atualmente resolução no tribunal federal.
As observações de Trump sobre a realocação da zona de imprensa refletem a relação tensa entre a sua administração e os jornalistas que a cobrem, uma dinâmica que caracterizou o seu mandato.