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Ucrânia critica possível levantamento de sanções a oligarcas russos
A Ucrânia considerou inaceitável a proposta da UE de levantar sanções a oligarcas russos, alertando para um mau sinal à Rússia.

A Ucrânia declarou que é "inaceitável" que a União Europeia considere retirar sanções impostas a dois oligarcas russos, Alisher Usmanov e Mikhail Fridman. A posição de Kiev surge após informações sobre a proposta da França para a suspensão dessas sanções, que visam pressionar a Rússia em relação à sua invasão da Ucrânia.
De acordo com relatos, a proposta da França foi apoiada pelo Luxemburgo, mas enfrentou resistência de diversos países membros da União Europeia, incluindo a Letónia, que decidiu abster-se na votação. A retirada das sanções foi justificada por Paris com base em razões de segurança nacional.
O Conselho da União Europeia, na sua reunião mais recente, não conseguiu chegar a um acordo na questão das sanções, com diplomatas a indicarem que as negociações para renovar as restrições contra a Rússia continuam em aberto.

Os oligarcas em questão, Usmanov e Fridman, foram incluídos na lista de sanções em resposta à guerra na Ucrânia. A possibilidade de sua remoção é vista como permitir que esses indivíduos recuperem acesso aos seus ativos e negócios na Europa.
A discussão tem gerado uma divisão significativa entre os Estados membros da UE, com alguns a advertir que a suspensão das sanções poderia ser mal interpretada como um relaxamento da pressão sobre Moscovo, especialmente numa altura em que o conflito ucraniano persiste.
Num contexto mais amplo, a posição da Ucrânia reflete a inquietação de Kiev sobre a solidariedade da UE na manutenção das sanções, à medida que os esforços para endurecer as restrições a Moscovo continuam. Enquanto isso, a França e outros países continuarão a negociar possíveis soluções.