Internacional
Ucrânia-Rússia: Novos apoios militares e tensões aéreas
As recentes declarações de Von der Leyen e as violações do espaço aéreo lituano pela Rússia aumentam as tensões no conflito.

Ursula von der Leyen anunciou que a União Europeia irá fornecer mais 3,3 mil milhões de euros em apoios militares à Ucrânia, após uma conversa com o presidente Volodymyr Zelensky. Os fundos destinam-se a programas conjuntos entre a União Europeia e a Ucrânia, especificou.
No contexto destas declarações, caças italianos realizaram voos de patrulha após violações do espaço aéreo lituano por jatos militares russos. A Primeira-Ministra italiana, Giorgia Meloni, sublinhou a necessidade de uma resposta coordenada por parte da Europa e afirmou que não devem haver reações provocatórias por parte das forças aliadas.
Em Kiev, os oficiais estão a preparar um encontro entre Zelensky e Donald Trump durante a Assembleia Geral das Nações Unidas. Igor Sybiha, conselheiro de Zelensky, declarou que o encontro poderá abrir caminho a uma possível trégua em relação ao conflito, particularmente no que diz respeito ao cessar-fogo energético e às operações no Mar Negro.

O Kremlin denunciou as sanções impostas pelos Estados Unidos, classificando-as como hostis e uma barreira para a paz na Ucrânia. Esta posição foi repetida em outras comunicações oficiais, sugerindo um agravamento das relações entre Moscovo e Washington.
Na Rússia, entretanto, começaram as votações para as primeiras eleições legislativas desde o início do conflito. Estas eleições são marcadas por um clima de descontentamento e tensão popular, tendo surgido denúncias de exclusões de partidos contrários à guerra, como o Yabloko, em favor de partidos nacionalistas.
A situação nos céus do Báltico permanece tensa, com o monitoramento por parte de aviões Eurofighter italianos em resposta a provocações russas. As forças italianas já abateram um drone russo e continuam a intervir para garantir a segurança do espaço aéreo aliado.