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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Comité da ONU Apela a Países para Considerarem Reparações pelo Comércio de Escravos

Um comité da ONU afirmou que os países devem considerar reparações pelo comércio transatlântico de escravos, citando uma obrigação legal de 1965.

Foto de arquivo: Comité da ONU Apela a Países para Considerarem Reparações pelo Comércio de Escravos
Foto de arquivoFoto: Fibonacci Blue from Minnesota, USA · Wikimedia Commons · CC BY 2.0

O Comité para a Eliminação da Discriminação Racial (CERD) publicou na segunda-feira orientações afirmando que os países têm a obrigação legal de considerar reparações pelo comércio transatlântico de escravos. Isto segue o reconhecimento, há cinco meses, pela Assembleia Geral da ONU, de que o comércio transatlântico de escravos é um crime grave contra a humanidade.

De acordo com as orientações, estas obrigações decorrem de uma convenção juridicamente vinculativa sobre a discriminação racial estabelecida em 1965. O comité enfatiza que a responsabilização por injustiças passadas deve alinhar-se com os atuais quadros jurídicos e não pode ser julgada apenas por padrões legais históricos.

O relatório sublinha a necessidade de medidas abrangentes para enfrentar o legado duradouro da discriminação racial, que o comité acredita persistir até aos dias de hoje. Além das reparações, o comité também apelou a outras ações para abordar estas questões de forma abrangente.

Foto de arquivo: Comité da ONU Apela a Países para Considerarem Reparações pelo Comércio de Escravos
Foto de arquivoFoto: Mark Morgan Trinidad A · Flickr · BY

As recomendações indicam uma mudança em direção ao reconhecimento de erros históricos e à necessidade de justiça reparativa contemporânea, influenciando a forma como as nações veem o seu envolvimento histórico no comércio de escravos. Vários países poderão precisar de avaliar os seus papéis e as implicações das suas ações passadas à luz deste relatório.

O debate em torno das reparações ganhou força globalmente, com diferentes estados a lidarem com a forma de abordar as injustiças históricas. Esta orientação do comité da ONU coloca pressão adicional sobre as nações para formularem políticas que considerem criticamente tais medidas reparativas.