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sexta-feira, 6 de novembro de 2026

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Crise do Ueno Bank leva renúncia no Banco Central do Paraguai e pedido de impeachment

A situação no Ueno Bank resultou na renúncia do presidente do Banco Central e na pressão sobre o governo de Santiago Peña, incluindo pedidos de impeachment por deputados da oposição.

Foto de arquivo: Crise do Ueno Bank leva renúncia no Banco Central do Paraguai e pedido de impeachment
Foto de arquivoFoto: Governo do Estado de São Paulo · Wikimedia Commons · CC BY 2.0

Na terça-feira, 3 de novembro, Carlos Carvallo, presidente do Banco Central do Paraguai, renunciou em meio a uma crise financeira envolvendo o Ueno Bank, uma instituição que possui cerca de 3 milhões de clientes no país. A crise foi precipitada após uma queda no índice de solvência do banco, conforme anunciou o Banco Central no mesmo dia, que também iniciou um processo de intervenção.

O Ueno Bank, que é conhecido por ser um dos maiores emissores de cartões de crédito do Paraguai, enfrenta problemas financeiros severos e tornou-se alvo de investigações. As dificuldades financeiras da instituição levaram ao fechamento de suas operações e à necessidade de um processo de recuperação judicial, conforme relatado pelo Financial Times.

Em resposta à crise, o governo do presidente Santiago Peña anunciou um plano para compensar os clientes afetados pelo fechamento do banco. O governo está trabalhando em conjunto com o Congresso para implementar uma legislação que possibilite o uso de um Fundo de Garantia para restituir os depósitos de milhares de clientes.

Foto de arquivo: Crise do Ueno Bank leva renúncia no Banco Central do Paraguai e pedido de impeachment
Foto de arquivoFoto: FF MM · Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0

A crise no Ueno Bank desencadeou uma onda de protestos em Assunção e resultou na prisão de oito pessoas ligadas ao banco. Os problemas estruturais na instituição e o impacto financeiro nos clientes aumentaram a pressão sobre o governo de Peña, levando à crescente insatisfação pública.

Em meio a esse caos, deputados da oposição apresentaram pedidos de impeachment contra Santiago Peña, responsabilizando-o pela crise e pela falta de ação em defender os interesses dos clientes do Ueno Bank. A oposição argumenta que a administração do presidente deveria ter agido com mais eficácia para evitar a situação.

O presidente Peña, que assumiu após Carvallo, indicou um novo líder para o Banco Central e se comprometeu a acelerar o processo de indenização dos clientes afetados. O desfecho deste caso está a gerar um debate significativo sobre a responsabilidade do governo e as reformas necessárias para restaurar a confiança no sistema financeiro.

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