Panorama
Eleitores israelitas decidem entre Netanyahu e Eisenkot
Israel vai às urnas esta terça-feira para eleições parlamentares, as primeiras desde o ataque do Hamas em outubro de 2023 e a guerra em Gaza.

Os centros de votação em Israel abriram esta terça-feira para as eleições parlamentares da Knesset. Trata-se do primeiro escrutínio desde o ataque terrorista do Hamas a 7 de outubro de 2023 e a subsequente operação militar em Gaza. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disputa a sua continuidade política contra, entre outros, o ex-chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot, do partido Yashar.
A eleição é descrita por fontes como histórica e uma das mais importantes na história de Israel. A questão central é se Netanyahu permanece no poder ou abre espaço para uma liderança alternativa. Especialistas sublinham que o resultado é imprevisível.
Com mais de 55 por cento dos votos apurados, a contagem provisória mostrava uma vantagem para o bloco pró-Netanyahu. Segundo a Comissão Central Eleitoral, o partido Likud de Netanyahu obteria 27 lugares. Em conjunto com partidos aliados, o seu bloco atingiria provisoriamente 56 lugares contra 49 do bloco anti-Netanyahu.

Outras fontes indicam que o bloco de Netanyahu, com base nos resultados provisórios, chegaria a 55 lugares, face a 50 de Eisenkot. A diferença entre os dois blocos era provisoriamente de sete lugares, segundo o primeiro relatório, mas a contagem ainda não estava concluída e a situação mantinha-se em aberto.
Eisenkot é caracterizado como um ex-general com uma abordagem mais moderada do que Netanyahu. Apesar disso, observadores palestinianos não esperam mudanças substanciais de política independentemente do candidato que vença. Isto sugere que a política externa permanecerá inalterada qualquer que seja o resultado.
A eleição ocorre sob escrutínio devido à crise política e às implicações da guerra. O resultado determina a composição do parlamento e a orientação da política israelita nos próximos períodos.