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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

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Ex-ministro da Defesa da Ucrânia pede eleições em tempo de guerra

Mykhailo Fedorov, demitido em julho, solicita a realização de eleições presidenciais na Ucrânia durante o conflito com a Rússia.

Ex-ministro da Defesa da Ucrânia pede eleições em tempo de guerra
Foto: OAB/RS · Openverse · BY

Mykhailo Fedorov, o ex-ministro da Defesa da Ucrânia, pediu a realização de eleições durante a guerra com a Rússia. Fedorov, que foi demitido em julho, argumenta que a complexidade da votação em tempos de conflito não significa que a sua realização seja impossível. O ex-ministro fez este apelo em um vídeo publicado no YouTube, onde também denunciou a corrupção com base em lealdades pessoais no governo ucraniano.

Na sua declaração, Fedorov apontou para uma 'crise sistêmica de governança' que, segundo ele, afeta a Ucrânia. Ele enfatizou que a situação atual deve ser abordada através do restabelecimento de um processo democrático pleno, o que incluiria a convocação de eleições presidenciais. Esta posição é considerada por muitos como um desafio político significativo ao atual presidente, Volodymyr Zelensky.

O pedido de Fedorov reflete um descontentamento crescente com a forma como o governo tem lidado com a crise resultante da invasão russa que começou em fevereiro de 2022. As suas observações acerca da corrupção vêm na sequência de críticas que têm surgido de vários setores da sociedade ucraniana.

Embora a manutenção da ordem e da segurança seja uma prioridade durante a guerra, a afirmação de que é possível conduzir eleições mesmo em tais circunstancias levanta questões sobre a viabilidade e a segurança desse processo. Fedorov, no entanto, manteve firme a sua convicção de que a democracia não deve ser comprometida pela situação de conflito.

Vários órgãos de comunicação social têm reportado sobre a crescente pressão interna para que mudanças significativas sejam implementadas no governo. Fedorov, em particular, destaca que a corrupção é um dos maiores inimigos da Ucrânia, sugerindo uma necessidade urgente de reformas.

Como este pedido se desenrolará no cenário atual, e quais serão as reações do governo e da população, permanece a ser observado. Contudo, a afirmação de Fedorov tem o potencial de ser um ponto de viragem no discurso político dentro da Ucrânia. Sua demissão e o posterior apelo por eleições geraram a atenção de vários grupos, tanto dentro como fora do país.

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