Internacional
Ucrânia: apelo do ex-ministro da Defesa Mykhailo Fedorov para eleições
Mykhailo Fedorov, ex-ministro da Defesa da Ucrânia, pede eleições apesar da guerra com a Rússia, sublinhando a necessidade de restaurar a democracia.

O Parlamento ucraniano, a Rada, reúne-se novamente a 18 de agosto de 2026, após uma pausa estival de um mês. Nesse dia, o presidente Volodymyr Zelensky apresentou as suas escolhas para os cargos de ministro da Defesa e dos Negócios Estrangeiros, nomeando Yevhen Khmara e Andriy Sibyha, respetivamente. Os deputados devem agora confirmar ou rejeitar estas nomeações.
Mykhailo Fedorov, ex-ministro da Defesa demitido em julho por Zelensky, reagiu pedindo eleições na Ucrânia, apesar da invasão russa. Ele considera este passo essencial para restaurar o processo democrático no país. Fedorov fez esta declaração durante um discurso transmitido a 18 de agosto, sublinhando que 'a democracia não pode ser mantida refém pela Rússia'.
As circunstâncias da sua destituição, que provocaram uma onda de contestação, contribuíram em parte para uma crise política na Ucrânia. Muitas pessoas na Ucrânia exigem o regresso de Fedorov ao cargo de ministro da Defesa, após a sua saída popular e apoiada por manifestações.

O discurso de Fedorov também destacou o impacto da lei marcial em vigor, que proíbe a realização de eleições em tempo de guerra. Ele considera, portanto, necessário encontrar uma solução para esta situação, enquanto reclama a realização de eleições para relançar a democracia no país.
Fedorov, que goza de ampla popularidade, ultrapassou uma barreira ao apelar para eleições, um ato que acentua a pressão sobre Zelensky num momento já delicado devido à continuidade dos combates com a Rússia. Os deputados da Rada devem agora enfrentar este pedido no atual contexto de conflito.
O apelo de Fedorov foi amplamente divulgado por vários meios de comunicação, reforçando o sentimento de urgência e as expectativas de uma parte da população ucraniana que aspira ao regresso a um processo político normal, apesar das pressões da guerra.